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"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

“Avesso” faz curta temporada no Teatro Capiba, SESC Casa Amarela

 


O espetáculo “Avesso”, em cartaz nos próximos dias 19, 20, 26 e 27/10, no Teatro Capiba (SESC Casa Amarela), tem encenação do grupo de artistas independentes Educandário Cicuta Sem Estricnina, e marca a primeira montagem em Pernambuco de dois contos dos aclamados dramaturgos da cena contemporânea nacional: Fernando Bonassi e Luís Alberto de Abreu. São estes os contos em que se baseiam Avesso: “Eu não sou cachorro” e “Três Esgares Cômicos (e um discurso mal-humorado)”, de Bonassi e Abreu, respectivamente.
A partir disso, dois atores em criação promovem o encontro de duas personagens, em conflito consigo mesmas e com o mundo capitalizado e autoritário, que as põe em zona marginal.
“Este não é o mundo onde seres inferiores possam se dar ao luxo de sobreviver entre os maiorais sem que sejam pisoteados, transformados em sabão ou mandados para a África da Morte ou América Latrina.” Fernando Bonassi
Ana Flávia e Igor Lopes, os intérpretes das personagens em questão, atuam juntos desde a época em que cursaram licenciatura em Artes Cênicas na UFPE, entre 2002 e 2006. Após inúmeros trabalhos com educação, leituras dramáticas, produções culturais e passagem por grupos teatrais de Pernambuco e São Paulo, os dois se unem ao Cicuta Sem Estricnina para colocar em prática seus experimentos de atuação, que referenciam o Teatro do Absurdo quanto ao uso de atemporalidades e não-lugares. Por isso, o espectador logo se confrontará ao perceber que a cena de Avesso se forma apenas por luz, folhas e uma privada, elemento cênico que pretende estimular divagações filosóficas.
“Me abaixei com minha curiosidade dominando meu medo – morro de horror desses bichos, essas coisas esquisitas – olhei de um lado, olhei de outro, pensei, assuntei e comprovei que o já desconfiava. Eu estava mesmo diante de um fato insólito. Mais, estava diante de uma improbabilidade. Pior, estava diante de um acontecimento inusitado, único, surrealista, que, se contar, ninguém acredita.” Luis Alberto de Abreu
A trilha sonora feita ao vivo, pelo artista multimídia Ricardo Brazileiro, a partir de recombinações de sons capturados por microfones espalhados pelo palco e na platéia, traz caráter orgânico ao universo surreal proposto. A direção do espetáculo é assinada por Igor Lopes, que há anos vem estudando sobre o Teatro do Absurdo, e também ministra oficinas sobre o assunto. Seus 3 (três) anos de estadia em São Paulo lhe proporcionaram sua primeira direção para teatro, em 2009, na peça Estilhaço, da Cia do Estilhaço - SP (apresentada no FIG – Festival de Inverno de Garanhuns 2010), e também a assistência de direção do espetáculo Memórias do Subsolo, de Mika Lins.


O Educandário Cicuta Sem Estricnina é formado por jovens artistas pernambucanos, advindos de diferentes áreas como artes cênicas, artes plásticas, cultura digital, música e audiovisual, que atuam de forma independente na cena contemporânea do Estado.
Textos de: Fernando Bonassi e Luis Alberto de Abreu
Direção: Igor Lopes
Elenco: Ana Flávia e Igor Lopes
Trilha Sonora: Ricardo Brazileiro
Iluminação: André Moretti. Operação: Carol Lopes
Fotografia: Ludimilla Carvalho
Produção e Assessoria de Imprensa: Natália Lopes
Realização: Coletivo Cicuta sem Estricnina
Duração: 60 min
Classificação Etária: 16 anos.
Espetáculo AVESSO, do grupo Cicuta Sem Estricnina
Com Ana Flávia e Igor Lopes
Dias 19, 20, 26 e 27 de outubro de 2012 (sextas-feira e sábados)
Teatro Capiba – SESC Casa Amarela – 20 hs
Contatos: 81 9298-3664 / 9792-3758 (Natália Lopes - Assessoria de Imprensa)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Galeria de Artes do SESC LER espera por você...



Pela primeira vez, a artista plástica Oswaldyene Almeida expõe seu trabalho em sua terra nata!
A exposição (contemplativa intuição) está acontecendo desde o dia 24, na Galeria de Artes do SESC Ler Belo Jardim, e vai até 20 de julho, sob a curadoria de Adones Valença.
A artista nos brinda com um trabalho belíssimo, o qual demonstra o nível de artistas que temos no município.
Vale a pena conferir!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um talento belojardinense! Oswaldyene Almeida.







A alegria de cores e formas é característica marcante da obra dessa talentosa artista, a qual possui a nítida inspiração em Matisse e traz inovações como a utilização de recorte/adesivos.




[1]

"Com uma técnica refinada de desenhar com tesouras, essa artista estimula o espectador a perceber a cota que lhe pertence no desenrolar do enredo social, através das imagens de seres em constante estado de luta, condição básica que perpassa a história da humanidade".



" Seus matizes, sob a influência de Henri Matisse, enobrecem as situações humanas descrita em sua obra com o uso de cores vivas. Sobre a cor ele escreve: A cor é acima de tudo, talvez ainda mais o desenho, uma libertação. A libertação é o alargamento das convenções, os meios antigos renovados pelas contribuições da nova geração.



Assim sendo, deixemo-nos conduzir pelo recorte da vida que Oswaldyene Almeida nos proporciona nesse momento ao passo que somos observados por ela em nosso exercício de busca constante da nossa essência, humanos que somos."


[1] (Ana Flávia Brazileiro)





Visite também, o site da artista:
oswaldyenealmeida.webnode.com.br



Dia 09/04 um grupo de pessoas sairá de Belo Jardim para visitar a exposição de Oswaldyene Almeida, venha conosco!

Se você tem interesse de embarcar nessa viagem, entre em contato com o blog.

email: accgclio@gmail.com
Telefones:
9698.9561
9845.2112
ou
3726.1031.





Exposição de belojardinense em Caruaru!



A Galeria de Artes Mestre Vitalino, do Sesc Caruaru, abriga até o dia 15 de abril, as obras da artista belojardinense Oswaldyene Almeida.


Vale muito ir lá conferir!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quem disse que não temos vocação para as artes?


Uma semana inteirinha, onde todo mundo faz arte sem restrição de linguagem e sem fronteira entre quem inventa e quem assiste. Ali as pessoas (principalmente @s jovens) estão se reunindo para criar/plantar e fincar raízes.

Tudo a ver com a Terra dos Músicos, das rodas de côco de João Muniz, do repente de Manoel Pedro Clemente, do som da Sanfona do galego da Tapera, dos bumba-meu-boi (leia-se Boi de Biu), das rodas de Ciranda da Festa de Redenção...

É fato! O povo belojardinense tem sim vocação para a cultura e também quer acompanhar essa evolução de mundo cada vez mais multi: multicultural, multiétnico...

Enfim, se quisermos nos inteirar/participar do que está acontecendo em nossa volta, é bom ficar atent@ (atenção, muita atenção blogueir@s de plantão, rádios locais, jornais...) ao que está acontecendo na nossa cidade, na CASA 270, da Rua Siqueira Campos. Desde o dia 10/04, as portas dessa casa se abre para as oficinas: de Pintura - Cícero Dias e de Poesia - Manoel Bandeira, ministradas pelo artista plástico Adones Valença e pelo poeta Marcos Ferreira. Há também palestras, shows, exposição e muitos folguedo popular.

@s responsáveis por esta festança toda? ah! são muit@s! É tanta gente que vou correr o risco de esquecer alguns (propositalmente, senão o texto fica muito grande kkk).

A Arte-Educadora Ana Flávia Costa e Silva (agora Brazileiro) foi quem primeiro olhou para a Casa 270, e vislumbrou ali, o espaço que faltava na cidade onde a cultura e a arte pudesse se instalar. E com o patrocinio do Sesc, onde é Diretora de Cultura, realizou a Exposição: Dois Tões, Três Tões... o preço que se pagava, que atraiu um público de mais de 3.000 pessoas. Foi dado ai o pontapé inicial.

Marcos Ferreira e Adones Valença - poeta/publicitário e artista plástico - tio e sobrinho, respectivamente, quase donos da propriedade, cuidada com muito carinho por muitos anos pela guerreira D. Zefinha, foram responsáveis por apresentar o projeto - I SEMANA VIRTUOSA DA CASA 270) - à Fundarpe.

Natália Branco/Turismóloga, Bruno Galvão/estudante de jornalismo, Paula/estudante de arquitetura e Bruna Brayner/estudante de Pedagogia, estão arrebentando na coordenação do evento. Na prática, provando o que nos disse o compositor Arnaldo Antunes: " A gente não que só comida. A gente quer comida, diversão e arte."

Júnior, All, Daves, Cézar, Mestre Taninha... fazem a conexão do som das alfaias com os brinquedos populares e as nossas raízes africanas.

Beto, Solange, Eveline e Paulo brincam de tirar férias das suas própria vidas e se organizam como podem entre a movimentação constante que se estabelece entre participantes e expectadores. Para el@s a Arte e o seu poder de transformação individual e coletivo são a motivação principal, e aí, é inevitável, a hospitalidade da família torna-se genuína.

Todo o processo tem sido contagiante/contagioso ( E o bom é que não tem vacina pra isso) para quem está e para quem vem.

Vale a pena conferir! O evento se estende até sábado, 17/04.

E eu, que de ingênua não tenho nada, ainda assim, acalento a possibilidade/esperança de que @s gestor@s públicos de Belo Jardim, possam um dia, sensibilizados, munido@s de bom senso e vontade política venham de fato a compreender que: A sociedade não quer só comida. Diversão e arte podem gerar novas oportunidade e criar novos valores de vida. E tenho essa esperança porque acredito, como acreditava Guimarães Rosa que: "Sábio não é quem sempre ensina, mas, quem de repente aprende."

E Viva a casa de D. Zefinha! A Casa 270!

E viva a familia Ferreira de Oliveira e Valença!

E viva Ana Flávia dona da idéia original!

E viva o povo de Belo Jardim que tem fome de cultura!




Adilza Cristina da Silva
Profª especialista em Prog. do Ensino de História
Militante social
seguidora da teoria freiriana "A utopia do Possível"





Para ver as fotos do evento acesse:

http://www.belojardim.net

e também o blog da galera do Projovem Urbano:
http://pjubelojardim.blogspot.com

domingo, 4 de abril de 2010

A ARTE É AQUI!


I SEMANA VIRTUOSA DA CASA 270

10 A 17 DE ABRIL DE 2010
RUA SIQUEIRA CAMPOS - 270 - BELO JARDIM/PE


PROGRAMAÇÃO


10/04/2010 - 19:00
Abertura solene da I semana Virtuosa da Casa 270.

Show: Claudio Zebarcy canta Bossa Nova.

Interação Artística: Criação da sonoplastia da exposição artística por Ricardo Brazileiro.

Vernissage da exposição do artista Adones Valença.


12 a 16/04/2010 - das 14h00 às 16h00

Oficina de Pintura Cícero Dias
(Adones Valença)
Oficina de poesia Manuel Bandeira
(Marcos Oliveira)


12/04/2010 às 19h00

Palestra: O Lugar da Cultura
Prof. Ms Adilson Filho


13/04/2010 às 19h00

Palestra: A arte e a comunidade
Profª Adilza Cristina


14/04/2010 às 19h00

Palestra-recital: A poesia popular
Poeta Sebastião Gomes


às 21h00

Noite do Brinquedo Popular
com o Grupo Cultural Boi da Gente e a participação do Boi Teimoso do PJU Belo Jardim


15/04/2010 às 19h00

Cinema de arte
Filme: Orquestra de Meninos

Mesa redonda: A arte como instrumento de libertação
Prof. Ms. Ricardo Oliveira
Maestro Mozart Vieira


16/04/2010 às 19h00

Mesa redonda: O que é Arte?
mediador: Adones Valença

17/04/2010

às 14h00 - Exposição dos trabalhos produzidos nas oficinas - As pinturas de Adones Valença darão lgar aos poemas e pinturas d@s participantes das oficinas.

às 20:00 - Show: Osman Soros canta Tropicália.


Informações e inscrições:
semanavirtuosa@yahoo.com.br
Fone: (81) 9113.5682



As portas da casa 270 estarão abertas para receber você com muito carinho e muita cultura!
Sejam bem vind@s!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Francisco de Assis França - Saudades!


Ele passou por aqui feito o "raio da silibrina". Ligeirinho, ligeirinho. Veio pra passar pouco tempo, no entanto tinha uma grande missão! "Modernizar o passado". A missão foi cumprida com excelência. A arte de CHICO SCIENCE facilmente transitou entre a geração cibernética e as raízes mais profundas e originais do Nordeste.

Com a sua obra botou a boca no mundo, gritou alto refletindo e fazendo os outros refletirem sobre a realidade social de Pernambuco, e o mais importante, pôde provar que existe vida inteligente além do eixo Rio/São Paulo.

Morreu mais novo que Cristo, aos 31 anos, mas, nos arroubos de sua juventude, nos mostrou que a arte pode passear entre o lírico e o erudito sem barreiras. E foi neste passeio que ele (re)visitou a cena pernambucana trazendo na bagagem uma crítica sócio-econômica que clocou em xeque o papel fortalecedor da palavra cidade.



"... E a cidade se apresenta/Centro de ambições/ Para mendigos ou ricos/E outras armações.../A cidade não para/A cidade só cresce/O de cima sobre/ E o de baixo desce.../A cidade se encontra/ Prostituida/ Por aqueles que a usaram/Em busca de uma saída/Ilusora de pessoas/De outros lugares..."
(A Cidade - Chico Science).

Que falta faz o danado do Francisco, o grande Chico Science!
13/03 - data do seu aniversário
(se estivesse entre nós faria 44 anos)


Obs: essa homenagem é tb uma forma de mostrar aos meus/minhas alun@s do Projovem Urbano o pq da minha admiração por esse grande compositor/cantor/...
Quandos el@s entram na minha página do Orkut ficam espantad@s , " como uma véia kkk pode ser fã de uma obra para jovens?"

A Arte não tem fronteiras, nem de idade, entedeu Dijonas? kkk



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Talento Reconhecido!


Experiências e experimentações artísticas que compõe a obra de arte em uma vida*

Minhas primeiras experiências e experimentações artísticas foram na infância. Lembro-me de ter "o meu jeito de desenhar", sem me importar com os decalques comuns e incentivados por professores e colegas na época. Era o "meu jeito de me expressar", potencializado pela presença constante de uma figura definitiva em minha formação, Maria José de Almeida Rufino, minha mãe e amiga. Inquietações artísticas fazem parte do que é hoje a artista, e é esse movimento de inquietações que movimentam o processo de constituição da técnica com adesivos em painéis figurativos.

Influências como a expressividade da Xilogravura e do compromisso social na obra de Cândido Portinari, ou Matisse em sua técnica "desenhando com tesouras", vão constituindo parte de um olhar pessoal lançado sobre realidades de forma subjetiva.
No decorrer de minha trajetória fui conhecendo e encontrando apoios fundamentais para minha formação, que me fazem refletir sobre o processo de construção da obra como um todo, no sentido que cada pessoa que passa por minha vida e deixa uma contribuição humana, é considerada por mim parte do todo que me compõem enquanto artista e pessoa, uma artista com mil olhares.

Portanto nesse espaço quero agradecer todos os incentivos que foram e são de grande importância, acredito que somos um em muitos olhares é que no contato com o outro vamos humanizando-nos, portanto existem muitos que fazem parte desse trabalho. Nas figuras da educadora Márcia Alaíde e seu esposo Edmilson Regis, agradeço a confiança depositada, que só fez a diferença nas primeiras experimentações com adesivo. Ao professor Aécio D’ Silva fundador da AQUA-University International e Ad. Professor da Universidade do Arizona-USA, que através de sua visão sistêmica, pode enxergar minha individualidade artística dentre a pluralidade do contexto, meu eterno agradecimento. Ao colunista do MyBeloJardim (http://mybelojardim.com) Salomão Soares, diretor da Rise Internacional em Angola, que através de seus artigos, foram meus olhos naquele país.

Ao SESC, FECOMERCIO e a todos que tanto têm apoiado a divulgação do meu trabalho. No decorrer de minha trajetória fui conhecendo e encontrando apoios fundamentais para minha formação, que me fazem refletir sobre o processo de construção da obra como um todo, no sentido de que cada pessoa que passa por minha vida deixa uma contribuição humana, e é considerada parte do todo que me compõe enquanto artista e pessoa, uma artista com mil olhares.

O convite do professor Aécio D’ Silva para expor nos Estados Unidos surgiu após ele conhecer alguns dos meus trabalhos artísticos e assim foi nascendo a ideia da temática que configura o trabalho sobre a reconstrução de Angola hoje. O Professor apoia e ajuda ativamente a RISE Internacional, organização humanitária que trabalha na reconstrução desta nação africana após 27 anos de guerra civil. A brutal guerra destruiu toda a infra-estrutura econômica, educacional, hospitalar e de serviços básicos no país. Angola conta hoje com esse apoio da RISE Internacional na construção de suas escolas rurais.

Atualmente, graças a esta organização, mais de 50.000 crianças estão tendo acesso a escolas decentes. O desafio ainda é imenso, pois milhões de crianças, adolescentes e adultos padecem sem o mesmo acesso. A minha contribuição será reverter parte da renda das exposições que vão acontecer neste ou no próximo ano nos Estados Unidos para essa causa social.

Mas todos podem fazer a sua parte. Visite e faça sua contribuição no Site da Rise International: www.riseinternational.org
Para mais informações sobre meu trabalho, visite: mybelojardim.com



*Relato da artista plástica Oswaldyene Almeida Rufino, prof° do Projeto Habilidades de Estudos do SESC LER de Belo Jardim - PE

http://www.sesc.com.br/jornalsescbrasil/nov09/talento_da_casa/talento01.html

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Identidade Cultural 2!!!!!!!!!!




O que difere Belo Jardim de outras cidades?


Elementar meus caros leitores, aqui, os gestores públicos, especificamente o Poder Executivo, agem como "homens Bomba" destruindo ao longo dos anos todo e qualquer caminho que leve a população belojardinense a encontrar/resgatar...cultivar sua identidade cultural.


O nosso Patrimônio Histórico Cultural, serve apenas de brincadeira!


1. A nossa Banda de Pífanos, agoniza;

2. Festa de Redenção - a "ex-famosa" e tradicional Festa das Marocas, perde a cada ano a sua originalidade, desde que passou a ser "administrada" pela Prefeitura Municipal;

3. Nossas Bandas de Música: A Filarmônica e a Cultura - "preferimos nem comentar";

4. O Jardim Cultural, transformou-se numa festa de calendário móvel, e só acontece no mês de setembro, em anos de eleição;

5. As nossas praças, mudam de "cara" a cada nova administração;

6. O único teatro construído pela Prefeitura, há mais de 30 anos , (O Anfi-teatro Dr. Tito de Barros Correia), nunca pode cumprir sua missão. No mesmo ano em que foi concluída a construção, o prédio foi emprestado ao Poder Legislativo, temporariamente, e desde então, abriga a Câmara de Vereadores. Na época, na mesma praça, foi tambéms construído um prédio para uma Biblioteca Municipal, nunca funcionou, até hoje é a secretaria da Câmara.

7. O prédio da Câmara Municipal, sito a Rua Siqueira Campos, abrigou por alguns anos a Biblioteca Pública, - a única que serve à toda população belojardinense - foi trocado com uma igreja evangélica, a qual se achou no direito de não preservar "nadica de nada" da antiga estrutura;

8. O Clube ARCA - conhecido nosso como Clube dos Motoristas - por falta de iniciativa do poder público, foi vendido, no local, funcionará uma escola particular;

9. O Monte Castelo - popularmente reconhecido como Abrigo de Zé Ramos - deu lugar a um posto de Combustível "kkkk" deu lugar ao "desenvolvimento econômico" de quem eu não sei;

10. O Clube ITEC - Inhumas Tênis Clube - Hoje jogado às traças! Inclusive, interditado pela Vigilância Sanitária da cidade;


Achando pouco... o prédio onde funcionou por muitos anos a Fábrica de Doces Mariola, será demolido, junto com ele, o Teatro Diná de Oliveira, a proposta é "detonar" esse grandioso Patrimônio Histórico Cultural da nossa cidade, para dar lugar a construção de um Shopping Center e quem sabe... até um cinema!

Enquanto uns dão essa notícia com muita alegria, iludidos pelo pseudo progresso... repasso-a com muita tristeza!

E a minha tristeza é fortalecida pelo fato de compreender que, ter uma cidade preservada, através das iniciativas públicas e privadas, demonstra consciência cultural, o que nos permite a oportunidade de transmitir às gerações futuras o que somos hoje!




"De certo, cidades cuja preservação do Patrimônio Imobiliário Cultural é efetiva, tornam-se mais atraentes a investimentos e ao turismo, o que evidentemente é de interesse de tod@s e confere auto sustentabilidade aos bens que o integram."



A nossa omissão diante de fatos como esse fará com que nos esqueçamos de quem som0s!





Identidade Cultural!!!!!!!!!!!!!!!!!


O que difere um povo de outro?
O que une e o que separa os indivíduos de tantas partes do mundo?


Para reconhecermos um povo recorremos à análise de seus hábitos, sua forma de demonstrar sentimentos, expectativas e suas manifestações espirituais onde se refletem seus valores e sua história compondo o que hoje entendemos como cultura.

A cultura inclui conhecimentos,construções arquitetônicas, artes, moral, Leis, costumes, hábitos e qualquer outra manifestação que expresse a vida de um povo.

Essas manifestações são em verdade, a própria identidade de uma sociedade e exprimem sentimentos comuns que manifestam singularidades,o que por si só, abarca indiscutível valor humanístico.

Manifesto pelo Teatro!




















Contra a ignorância, o terror, a falta de educação, a propaganda de promessas, o conforto moral, a ordem acima do progresso, a fome, a falta de dentes, a falta de amores, o obscurantismo... nós fazemos teatro.

Fazemos teatro para dar sentido às potencialidades, pra ocupar o tempo, pra desatolar o coração, pra provocar instintos, pra fertilizar razões, por uns trocados, por uma boa bisca, porque é fundamental e porque é inútil.


Pra subir na vida, pra cair de quatro, pra se enganar e se conhecer, contra a experiência insatisfatória, contra a natureza, se for o caso... nós fazemos teatro.


Fazemos teatro pra não nos tornarmos ainda piores do que somos. Pra julgar publicamente os grandes massacres do espírito. Pra viabilizar esperança humana, essa serpente...


Nós fazemos teatro de manhã, de tarde e de noite. Nós somos uma convivência de emoções, 24 horas distribuindo máscaras e raízes. Nós fazemos teatro de tudo, o tempo todo, porque acreditamos que a vida pode ser tão expressiva quanto a obra, e que devemos ter a chance de concebe-la e forni-la artisticamente. Porque estamos acordados. Porque sonhamos os nossos pesadelos.


Nós fazemos teatro apesar daqueles que, por um motivo que só pode ser estúpido, estejam “contra” o teatro. Aliás, quem pode ser “contra” algo tão “a favor”?


Nós fazemos teatro contra a mediocrização do pensamento, a desigualdade entre os iguais e a igualdade dos diferentes.


Nós fazemos teatro contra os privilégios dos assassinos de gravata, batina, jaqueta, toga, minissaia, vestido longo, farda, camiseta regata ou avental.


Contra a uniformidade, nós fazemos teatro.


Nós fazemos teatro contra o mau teatro que querem fazer da realidade.


Nós fazemos teatro para explicarmo-nos – ainda que mal – e ao mal de todos nós dar algum destino menos infeliz.


Nós fazemos teatro para morrer de rir e pra morrer melhor. Pra entender o inestimável, pra esfregar no infalível, pra resvalar na nobreza, pra experimentar as mais sórdidas baixezas, pra brincar de Deus...


Nós fazemos teatro comendo o pão que os Diabos amassaram, os pratos feitos que as produções financiam, e os jantares que as permutas permitem.


Nós temos fome da fome de teatro. Porque onde houve e há teatro, houve e há civilização.


Fazemos teatro sim e estamos vivendo, tem gente que não faz e está morrendo, essa é que é a verdade...





Faço minhas as palavras desse grandioso escritor paulistano, Fernando Bonassi, em seu Manifesto Pelo Teatro.


Ana Flávia Costa e Silva
Arte-Educadora,
Formada em Artes Cênicas pela UFPE e pós graduada em História das Artes e das Religiões pela UFRPE.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Arte nossa de cada Dia!


SONORA BRASIL – BELO JARDIM



2ª etapa/2009 - Músicos: Henrique Annes (PE) e Marcelo Fernandes (MS)

DIA: 25 de setembro (Sexta-feira)

local: Auditório do IFPE (Antigo Colégio Agrícola)

horário: 19h30.

Entrada: Gratuita


O projeto SONORA BRASIL – Formação de Ouvintes Musicais realiza programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil.

Com o tema VIOLÃO BRASILEIRO, em sua décima segunda edição o Projeto SONORA BRASIL traz a público um panorama da obra violonística desenvolvida no país nas últimas décadas. O painel configura-se por meio de concertos com oito violonistas intérpretes da obra de compositores das cinco regiões onde estão localizados seus estados de origem.

Em quatro etapas Daniel Wolff (RS) e João Pedro Borges (MA); Henrique Annes (PE) e Marcelo Fernandes (MS); Salomão Habib (PA) e Fabrício Mattos (PR); Aluísio Laurindo Jr. (AP) e Nicolas de Souza Barros (RJ) interpretam em mais de 80 cidades a obra de 58 compositores que contribuíram de forma significativa para a consagração do violão como um dos instrumentos mais representativos da cultura musical do país, com trânsito em todos os segmentos da música, desde a tradição oral até a música de concerto.

Cumprindo sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra de fundamentação artística não-comercial, o SONORA BRASIL consolida-se como o maior projeto de circulação musical do Brasil. Em 2009 são 331 concertos, a maioria em cidades distantes dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira, e contribui de forma significativa para o conjunto de ações desenvolvidas pelo SESC com vistas à formação de platéia. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e o consequente estímulo a suas carreiras.

O projeto SONORA BRASIL busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.

NÃO PERCAM !!!

Atenciosamente,

Ana Flávia

Arte-educadora

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Enquete Encerrada!

Desde o dia 15/08 a nossa enquete foi encerrada!

79% d@s internautas preferem que a promessa de campanha do prefeito seja trocada. Preferem a contrução de um Teatro Municipal.



"A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte..."
(Titãs)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A Arte é um poderoso instrumento de Libertação!

[...]E o povo deve ter acesso não só à Cultura alheia, mas aos meios de produzir sua própria Cultura sem servilismos, sua Arte sem modismos, porque entendemos que Arte e Cultura são formas de combate tão importantes como a ocupação de terras improdutivas e a organização política solidária. Sonho com o dia em que no Brasil inteiro, haverá em cada cidade, em cada povoado ou vilarejo, um Ponto de Cultura onde a cidadania possa criar e se expressar pela arte, afim de compreender melhor a realidade que deve transformar. Nesse dia, finalmente, terá nascido a Democracia que, hoje, só existe no nosso imaginário! Ser cidadão,ser cidadã, não é apenas viver em sociedade: [...]
é transformar a sociedade em que se vive!
Com a cabeça nas alturas,
os pés no chão,
e mãos à obra!
(parte do discurso de Augusto Boal no Forum Social Mundial)
Separando alguns papéis para arquivar encontrei o discurso de Ausguto Boal no Fórum Social Mundial... relendo-o, começo a compreender o por quê de tanto descaso com a Arte por esse mundão afora, especificamente aqui em Belo Jardim.
Grande Augusto Boal!!

Filosofia Diária!


"A inquietude não deve ser negada, mas remetida para novos horizontes e se tornar nosso próprio horizonte."


(Edgar Morim)




Sociólogo, antropólogo, historiador e filósofo, francês, nascido em 1921. É doutor honoris causa por 17 universidades e um dos últimos grandes intelectuais da época de ouro do pensamento francês do século XX ainda vivo.
Escritor infatigável, Edgar Morin é autor de mais de 60 livros sobre temas que vão do cinema à filosofia, da política à psicologia, da etnologia à educação. Participou da resistência armada à ocupação nazista da França. Foi também um dos primeiros intelectuais a romper com o Partido Comunista Francês em nome da liberdade de espírito e da recusa do stalinismo. É diretor emérito do Centro Nacional de Pesquisa Científica, fundador do Centro de Estudos Transdisciplinares da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

domingo, 26 de julho de 2009

Ainda Sobre a Conferência!




Me chamou a atenção no evento, a quantidade de jovens organizados. Todas as atrações culturais tiveram a participação de diversos grupos dos mais diversos bairros de Belo Jardim.




O grupo de Dança: Pernambuco de Ritmos deu um verdadeiro show!




Ta ai um grupo que merece todo o apoio dos Poderes Públicos e da iniciativa privada!




Parabéns Nildo e demais componentes! Contem comigo!

Sucesso!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Violão Brasileiro"
Nem a as chuvas, nem a distância (Auditório do Colégio Agrícola) nem a ressaca da festa das Marocas (21/07 - terça-feira) atrapalharam o sucesso que foi mais uma rodada do Palco Giratório promovido pelo SESC-LER sob a coordenação da grande Ana Flávia!

Esta instituição está de parabéns, a única que, na terra dos Músicos promove eventos dignos da cultura brasileira!

quinta-feira, 16 de julho de 2009














NA CONDIÇÃO DE COORDENADOR ESTADUAL DE CULTURA, DO SESC, AGRADEÇO AS EXPRESSÕES DE ELOGIOS À REALIZAÇÃO DO PROJETO PALCO GIRATÓRIO, EM BELO JARDIM. APROVEITO PARA REGISTRAR O QUÃO IMPORTANTE É A PRESENÇA DE FORMADORES DE OPINIÃO A ESTES ESPAÇOS DE ARTE E CULTURA.TAMBÉM APROVEITO PARA REGISTRAR O EMPENHO DE ADRIANA PERBOIRE, GERENTE DO SESC LER BELO JARDIM E, EM ESPECIAL, A ANA FLÁVIA COSTA E SILVA, BELOJARDINENSE QUE DEPOIS DE FORMADA EM ARTES CÊNICAS, PELA UFPE, FEZ ESTÁGIO DE 2 ANOS NO SESC CASA AMARELA E RETORNOU À SUA CIDADE PARA PROMOVER A CULTURA ATRAVÉS DO SESC.ADRIANA E ANA FLÁVIA, POR MÉRITO, DESTACAM-SE DENTRO DO SESC PELA COMPETÊNCIA PROFISSIONAL E PELO ESMERO COM QUE CUIDAM DA CULTURA.GRATO PELAS CONSIDERAÇÕES ELOGIOSAS AO SESC E À NOSSA EQUIPE DE BELO JARDIM.


JOSÉ MANOEL SOBRINHO

COORDENADOR DE CULTURA DO SESC-PE, DIRETOR E PROFESSOR DE TEATRO.
16 de Julho de 2009 12:17

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ainda sobre o FUSBEJA! O Mistério!


1. A quem pertence esse Teatro?




Ao Grupo Moura?

A Secretária de Cultura?

A Prefeitura?


Ou é uma Fundação?


Ninguém sabe a resposta. A única coisa que sei é que não se trata de um "Teatro Municipal", e que Fundação também não é porque não está registrado em nenhum ógão público com essa denominação.


O que sei é que o Teatro precisa ser recuperado, pois a população belojardinense precisa disso!


O Teatro precisa urgentemente deixar de ser um depósito de ácaros!

GALERIA DO ABANDONO II - FUSBEJA


Observem as casas de aranha!

Porta dos banheiros!




OBS: Estas fotos foram tiradas em dia de espetáculo!



No momento se apresentava grupo um Grupo de Dança do Mato Grosso do Sul - Ginga Cia de Dança, com o espetáculo Cultura Bovina.