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"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Políticas Públicas para as Mulheres!



R$ 1.100.000,00 ( Hum milhão e cem mil reais), é o valor do Convênio - 071/2012 -  celebrado entre o Governo Federal e o Governo de Pernambuco. Esse montante se destina a execução do Projeto TRABALHANDO GÊNERO NA EDUCAÇÃO E NA MÍDIA.

R$ 950.000,00 (Novecentos e cinquenta mil reais) é a parte do Governo Federal

R$ 150.000,00 (Cento e cinquenta mil reais) é a contrapartida do Governo de Pernambuco.


Ou seja: O dinheiro das Políticas Públicas para as mulheres em Pernambuco, é do Governo Federal, é do Governo da presidenta Dilma, que é do PT!

quinta-feira, 7 de março de 2013

É hora de acionar o sensibilímetro!



O dia 08 de Março, considerado o Dia Internacional da Mulher, existe em homenagem a luta de mulheres por direitos trabalhistas, muitas morreram por isso. A data portanto deve ser lembrada/comemorada no sentido de reafirmar ideais da luta pela igualdade.


E, se a data foi criada em homenagem àquelas mulheres e suas lutas, hoje a data deve nos remeter em "quanta luta foi necessária para chegarmos onde estamos e ainda na luta que temos pela frente no que nos falta fazer."

Muito me orgulha a nossa história pois "aceitar o sonho de um mundo melhor e a ele aderir, é aceitar entrar no processo de criá-lo" (Paulo Freire). 



Agora, sinceramente, o que não dar pra suportar é ainda precisar ver os recursos públicos (Prefeituras e Câmaras de Vereadores) serem utilizados de forma irresponsável na compra de flores, chocolates, cartões... lembrancinhas para serem distribuídos às mulheres no dia 08 de Março. O dinheiro público tem que ser utilizado de forma responsável, na verdadeira discussão sobre as mulheres, sem clichês, machismo ou sexismo. 

Definitivamente não precisamos ser homenageadas com flores e chocolates, precisamos ser homenageadas e presenteadas com uma Secretaria Especial da Mulher que possa de fato formular, desenvolver, articular, apoiar e monitorar políticas públicas que visem a promoção, proteção e defesa dos nossos direitos e a melhoria da nossa qualidade de vida. (A de Belo Jardim parece está fadada em "ajeitar" apoios políticos)


Precisamos receber do Poder Legislativo (vereadores) não flores e chocolates, mas Leis que possam nos garantir a cidadania plena através da igualdade e efetivação de direitos. E que cada Vereador, cada Vereadora possa de fato ser um agente fiscalizador das políticas públicas implementadas na cidade, ainda fiscalizar se as escolas da Rede Municipal estão desenvolvendo/aplicando atividades que possam transformar esse espaço num ambiente de reconhecimento/discussão de uma sociedade plural.


Senhor@s gestor@s públicos, nós estamos fazendo a nossa parte, se liguem, guardem as flores e os chocolates e façam a sua parte como deve ser feita!



"Lutar pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo."
(Olga Benário)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Perdendo espaço...

imagem do Google
O Prefeito eleito João Mendonça, já divulga na blogosfera local, os nomes que irão compor o primeiro escalão do seu governo, junto a isso, circula a notícia de que a Secretaria Especial da Mulher será desativada, um outro organismo será criado (coordenadoria/Diretoria...) e vinculado a Secretaria de Ação Social. 

Sabemos sim que essa secretaria foi organizada aqui na cidade para a simples acomodação de cargos para aliados, foi a lógica da "governabilidade" que falou mais alto, isso é fato!



imagem retirada do Google

No entanto, na nossa opinião, desativar essa secretaria é o mesmo que fechar as portas para a possibilidade de projetos importantes no âmbito social, político e econômico, voltados para essa parcela da sociedade, e que, sabemos também, é maioria. Atitudes como essa, coloca as mulheres em segundo plano. E acreditamos não ser essa a intenção dessa nova administração.



A dívida do país com as mulheres é enorme, e vai muito mais além da Assistência Social e é um perigo olhar para as políticas públicas de empoderamento e autonomia das mulheres pelo viés da assistência social.

A Secretaria de Ação Social, é sim uma das secretarias mais importantes de uma administração, já que têm a função de executar a política municipal de amparo e assistência as crianças, aos adolescentes, aos idosos e as pessoas portadoras de deficiência, juntar tudo isso as questões das mulheres nos parece não combinar muito, porque como já dissemos, as políticas públicas para as mulheres devem ir muito além da assistência.

imagem retirada do Google


A Secretaria da Mulher deve ter como objetivos: formular, desenvolver, articular, apoiar e monitorar políticas públicas que visem a promoção, proteção e defesa dos direitos da mulher e a melhoria da sua qualidade de vida. Tudo isso, para serem articulados/executados juntamente com outras secretaria a exemplo da educação, saúde... e Assistência Social.

Uma coisa é o trabalho em parceria com a ótica da transversalidade, outra é a fusão. A parceria dar certo a fusão não tem como funcionar, pois estariam debatendo em um mesmo ambiente administrativo e político, segmentos com necessidades diferentes, que passarão a ser tratados como iguais no planejamento estatal e ainda, da administração dos recursos. Essa "fusão" seria o contexto do cobertor curto. Alguém com certeza ficará com os pés descobertos.


"As lutas das mulheres, registradas ao longo da história e as políticas públicas recentemente incorporadas à agenda das gestões por todo o mundo, têm trajetórias diferentes, mas se encontram no mesmo propósito, garantir a cidadania plena às mulheres através da igualdade e efetivação de direitos."



E se, na gestão que está acabando a Secretaria Especial da Mulher deixou à desejar, o caminho não será o da desativação, mas o de incrementar as ações e com isso dar o rumo certo às suas atividades.

É tempo é de avançar, ampliar os espaços!








quinta-feira, 8 de março de 2012

Além das flores!







Caminhemos na luta!
Os desafios ainda são muitos.












O 8 de março se firmou no mundo como um marco da luta contra a opressão da mulher. O maior problema hoje, é o desafio de não permitir a sua banalização, como o dia em que as mulheres devem apenas receber flores!
Que venham as flores, e com elas, o respeito!

Para Mulheres!



R$ 400 mil para projetos em políticas públicas para as mulheres em PE
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR em 07/03/2012
O governo do estado e a Secretaria Estadual da Mulher (SecMulher) anunciam nesta quinta-feira, dia oito de março, Dia Internacional da Mulher, o financiamento de projetos em políticas públicas para as mulheres nos municípios, no montante de R$ 400 mil. O 'presente' será dado durante café da manhã nos jardins do Palácio Campo das Princesas.

Na ocasião, a secretária Cristina Buarque vai lançar oficialmente o 'Anuário ? Ano 06', que traz um balanço das ações da pasta em 2011, e anunciar novas políticas a serem implementadas em 2012.
A programação conta ainda com a assinatura do credenciamento do serviço de mamografia para a VII Região de Saúde no SUS, contemplando as mulheres de Salgueiro, Belém do São Francisco, Cedro, MIrandiba, Serrita, Terra Nova e Verdejante.

A deputada estadual Teresa Leitão também vai anunciar a reformulação da Lei Nº 12.72, que institui a notificação compulsória da violência doméstica em Pernambuco. A notificação será obrigatória em toda a rede pública e privada de saúde de Pernambuco. Já o secretário estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira vai anunciar ações, como um programa mais efetivo no enfrentamento ao câncer de colo uterino e de mama para mulheres de todo o estado.

Prefeitas (os), deputadas (os), vereadoras (os), lideranças dos movimentos de mulheres representando idosas, profissionais do sexo, lésbicas, rurais, negras, índias, quilombolas, pescadoras, mandiocultoras e mulheres com deficiência participam do ato. Também foram convidados para a solenidade a diretora Nacional de Mulheres do PSB, Dora Pires; a deputada Federal Luciana Santos; a deputada e presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa (ALEPE), Mary Gouveia; a prefeita do município de Floresta, Rosângela de Moura Maniçoba Ferraz; a Conselheira Estadual dos Direitos da Mulher de Notório Saber, Edusa Cesar; e a vereadora de Petrolina, Maria Elena Alencar.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Prá não dizer que não falei das flores...


Imagem: http://emeceara2011.blogspot.com

Já começaram os comerciais de promoção e descontos. Inúmeras promoções de eletrodomésticos, que prometem acabar com o sofrimento das mulheres na cozinha e no lar, reforçando a ideia e comportamento que coloca as tarefas domésticas como uma atribuição das mulheres.


Os diretores lojistas sempre dão um jeito de esquentar o comércio nessa época do ano, que corresponde a uma certa 'entressafra', já que somente no mês de maio as vendas voltam a disparar. Então, entre o carnaval e o mês das mães e das noivas tem... o 8 de março!

Então eles inventam de tudo e de certa forma tem se apropriado comercialmente de uma data que é muito, mas muito especial mesmo para os movimentos feministas e de mulheres. Como todo mundo já sabe, o 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher.

Imagem:Google
Já faz alguns anos que isso vem acontecendo. Nas repartições, o chefe (ou a chefa) compra as rosas vermelhas e distribui com as funcionárias. Geralmente o próprio (ou a própria) se encarrega da tarefa de fazer a entrega. Abre aquele sorrisão, cheio das boas intenções, dá "os parabéns" e entrega o presente que muitas vezes fica lá no copo à espera do final do expediente para só então ser levado dali.
Tem também aqueles que providenciam um café da manhã, onde todos sorriem e cumprimentam as mulheres dando os parabéns pelo "seu dia".

Claro que sempre tem os colegas de trabalho que correspondem ao estilo 'perdem um amigo, mas não perdem a piada' e dizem coisas que juram e acreditam ser engraçadas como "Aproveite bem, que só tem hoje" ou "Ainda não entendi porque tem um dia da mulher e não tem nenhum dia do homem". E todo mundo ri daquelas piadas horrorosas e sem graça.

Bom, tem também os maridos. Os irmãos. Os amigos. O porteiro do prédio. Todos em uníssono a lhe cumprimentar, dando "os parabéns" pelo seu dia. E, claro, você é testemunha viva de gentilezas, todo tipo de mimo e agrados que a imaginação deles permite para mostrar o quanto reconhecem o dia da mulher.

Claro que tem também as promoções de motel, afinal de contas eles acreditam às vezes sinceramente que é também dia de fazer um agrado à "patroa". E muitas vezes as promoções se estendem por todo o mês de março. Lojas de departamento, salão de beleza, cosméticos e maquiagem e tudo que for possível associar as vendas às mulheres.

Clara Zétkin e Rosa Luxemburgo
(Imagem: Google)
Não tenho nada contra os mimos, gentilezas, presentes e outras e delicadezas, embora eu tenha cá as minhas restrições a incentivar o consumismo.
O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta. É um dia de mobilização, de manifestações públicas, de debates e de reflexão pela igualdade de gênero e por melhoria das condições de vida para as mulheres.
No mundo inteiro as mulheres vão às ruas para comemorar as conquistas, protestar contra a violação de direitos, gritar pelo fim da violência doméstica e sexual e reivindicar políticas públicas para a igualdade entre mulheres e homens.
O 8 de Março é mais um dia de luta pela descriminalização do aborto, mais um dia para dizer que nenhuma mulher deve ser presa ou morrer por ter feito um aborto.
O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta pelo direito à diversidade sexual e contra a lesbofobia.
É mais um dia de luta contra todo tipo de discriminação que as mulheres vivenciam em todos os dias do ano.
Portanto, antes de entregar as flores, antes de dar os parabéns e, principalmente antes de fazer aquela piada, lembre-se de tudo isso.
Viva Clara Zétkin, Rosa Luxemburgo, Simone de Beauvoir, Sueli Carneiro, Frida Khalo, Chiquinha Gonzaga, Clementina de Jesus, Eleonora Menicucci, Margarida Alves, Lélia Gonzalez, Patricia Galvão, Chica da Silva, Clara Charf, Safo, Luiza Bairros, Clarice Lispector, Benedita da Silva, Nara Leão, Luz Del Fuego, Carolina Maria de Jesus, Dalva de Oliveira e todas que ousaram e ousam desafiar a ordem patriarcal e machista, racista e branca, heteronormativa.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mais sobre os 80 anos do voto feminino!


Os 80 anos de conquista do voto feminino no Brasil foram lembrados pela deputada Teresa Leitão durante pronunciamento na Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira, 28/02. A deputada fez um pequeno histórico da luta das mulheres pelo direito ao voto, citando as dificuldades e as conquistas que vieram de forma gradativa, como a eleição da primeira mulher ao cargo de deputada, o que impulsionou a luta e levou o voto feminino a ser regulamentado em 1934. 'Com a mulher eleitora vieram outras conquistas de espaços na sociedade', destacou.

A deputada Teresa Leitão lembrou o importante momento vivido pelo país na atualidade, que tem uma mulher ocupando a presidência da República e o aumento do número de mulheres eleitas para mandatos eletivos nas eleições de 2010. Mesmo com o crescimento, Teresa Leitão observou que os percentuais ainda são muitos baixos. 'Considerando que as mulheres representam mais da metade do eleitorado, nossa representação em cargos eletivos ainda deixa muito a desejar', destacou.

A deputada disse ainda que os 80 anos do direito ao voto feminino revigoram a luta feminina para avançar nessas conquistas, garantindo uma reforma política que altere a Lei 9.504/97 alterando a cota de 30% para 50%, combinada com a lista alternada com paridade de gênero. 'Essa novas conquistas contam com uma grande aliada que é a presidenta Dilma Rousseff, que nos aponta uma perspectiva de vida melhor a partir do seu compromisso com o avanço da democracia de da igualdade de direitos para as mulheres', finalizou.

Fonte: www.teresaleitao.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

80 anos de voto feminino no Brasil!

Inseridas com direitos iguais na sociedade, a mulher da contemporaneidade está cada dia mais distante da opressão sofrida ao longo dos anos.

Leitura, estudo, trabalho, o uso de determinado tipo de roupa... voto, tudo foi motivo de árduas e longas batalhas femininas. Durante alguns milênios, a participação da mulher na sociedade era restrita aos princípios da procriação e como coadjuvante na história dos homens.

Muitas vitórias foram alcançadas ao longo dessa caminhada, as trilhas da história foram marcadas com muito batom! Uma das maiores foi a conquista pelo direito de votar, uma luta travada por quase um século. Com vitórias lentas, mas conclusivas, O Movimento Feminista Sufragista, foi aos poucos conquistando esse direito em todos os recantos do planeta.

O 1º País a reconhecer esse direito foi a Nova Zelândia já em 1893. Desde então, mulheres do mundo ocuparam ruas e praças exigindo a participação feminina nas decisões política de seus países.

Hoje, 24 de fevereiro, faz 80 anos que as mulheres brasileiras conquistaram esse direito. Conquista essa, fruto de uma luta iniciada antes mesmo da Proclamação da República, e que foi sendo conquistada aos poucos. Primeiramente, o Código Eleitoral permitiu esse direito apenas para as mulheres casadas, as viúvas e as solteiras que tivessem renda própria ( num país que o trabalho feminino era um tabu). A pressão feminista continuou e em 1934 as restrições do voto feminino foram eliminadas, embora, a obrigatoriedade dele fosse apenas um dever dos homens. Só em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.


No Brasil, foram muitas as mulheres que abraçaram a causa pela conquista do direito ao voto: Júlia Barbosa, Leolinda Daltro, Celina Vianna... mas, a líder feminista política BERTHA Maria Júlia LUTZ, foi quem representou a luta em prol do voto feminino e igualdade de direitos entre homens e mulheres neste país.



Em 1922 Bertha Lutz representou as brasileira na Assembléia Geral da Liga das Mulheres Eleitoras nos Estados Unidos, lá, foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Ao voltar, criou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino afim de continuar a luta pela extensão de direito de voto às mulheres, até o Decreto ser assinado por Getúlio Vargas.

O direito de votar, pelas brasileiras, foi adquirido num regime de Ditadura ferrenha, pra se ter uma idéia, Getúlio Vargas que foi derrotado nas eleições de 1930, inconformado, tomou o poder pela força das armas, ficando nele até 1945. E se, dentro desse cenário, as mulheres brasileira conseguem uma vitória de tal dimensão, isso demonstra o poder de organização feminina.

De lá pra cá, estamos sempre alcançando outras vitórias. Em 1996, o Congresso Nacional instituiu o Sistema de Cotas na Legislação Eleitoral, que obrigava os partidos a inscreverem, no mínimo 20% de mulheres nas chapas proporcionais.


Muito além dessa posição, as Mulheres Petistas conseguiram aprovar em seu Regimento Interno a cota de 30%, exemplo que foi seguido pela Legislação Eleitoral já em 1997.





Em 2011, finalmente, no IV Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, nós mulheres, conseguimos aprovar por unanimidade, o aumento da cota de mulheres nas chapas proporcionais, que passou a ser, a partir daquele encontro,de 50%, numa demonstração de respeito à todas as mulheres que lutaram pela garantia desse nosso direito, pois somos hoje, todas responsáveis pela preservação/ampliação deles. Pois a nossa esperança é a de que, de etapa em etapa, cheguemos a uma sociedade justa e igualitária.


E, pra terminar, um pouco de poesia, retirado do blog: http://matizesfeministas.blogspot.com da querida Suely Oliveira.


Esperança
(Mário Quintana)

Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano
Vive uma louca chamada esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E

__ Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:

__ Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam

__ O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA.





Fontes: http://virtualiaomanifesto.blogspot.com
Sec. de Política para mulheres.
http://deolhonapoliticabj.blogspot.com
http://ilhadalindalva.blogspot.com

sábado, 10 de dezembro de 2011

A luta continua: Pelo Fim da Violência contra as Mulheres




Hoje se encerra a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Exatamente no dia em que se comemora o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 1948.

Segundo a enciclopédia livre, "Os direitos humanos e liberdade são os direitos básicos de todos seres humanos". Pois, a violência contra as mulheres é uma violação aos direitos humanos das mulheres.

A violência contra a mulher é muitas vezes chamada de doméstica, porque ela é praticada em sua maioria dentro de casa e por pessoas unidas por parentesco. É um tipo de violência em geral perpetrada pelo marido, companheiro, namorado ou amante. Também é muito comum que a agressão parta de ex - namorado, amante, cônjuge.


A violência contra a mulher atinge e afeta as mulheres independente da religião, classe social, raça e etnia, orientação sexual, idade e local de moradia.
É um tipo de violência que expressa as desigualdades entre mulheres e homens, que reflete a subordinação das mulheres na sociedade, que está ligado às relações de gênero, à forma como mulheres e homens estão na sociedade. Tem muito a ver com o machismo.
Ao contrário do que muita gente pensa, o álcool não é determinante da violência contra as mulheres. Pode até ser um agravante, naqueles casos em que os homens no cotidiano tem comportamento violento.
Para erradicar a violência de gênero é preciso um complexo conjunto de fatores, incluindo políticas públicas, uma educação não-sexista, um sistema integral de proteção e promoção dos direitos humanos das mulheres, mudança de comportamento, de cultura e de mentalidade.
Por isso, a Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres termina hoje, mas a luta continua.
www.planalto.gov.br/spmulheres




Veja também:

Postado originalmente no blog:
http://matizesfeministas.blogspot.com

sábado, 27 de agosto de 2011

Mulheres, Gênero... é debate na Assembléia Legislativa!



Gustavo Venturi, coordenador da Pesquisa: Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, realizada pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o Sesc, apresentará no dia 30/08/2011, no auditório da Assembléia Legislativa, a síntese do resultado desse trabalho, na nossa opinião, de suma importância para a construção coletiva de políticas públicas para as mulheres.








O evento conta com a organização das deputadas: teresa Leitão da Comissão de Educação; Isabel Cristina da comissão de saúde e Mary Gouveia da comissão de Mulheres da Assembléia Legislativa de Pernambuco.






A pesquisa "Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado", realizada pela Fundação Perseu Abramo, em 2010, pelo seu Núcleo de Opinião Pública, apresenta a evolução do pensamento e do papel das mulheres brasileiras na sociedade. Entre os temas abordados no estudo estão: Percepção de ser mulher; Feminismo e machismo; Divisão sexual do trabalho e tempo livre; Corpo, mídia e Sexualidade; Saúde reprodutiva e aborto; Violência doméstica e Democracia, mulher e política.

Você é noss@ convidad@!

Quando: 30/08/2011
Onde: Auditório da Assembléia Legislativa
Rua da União - 459 - Recife/PE
Hora: 15h00


" O grau de civilização de uma sociedade, se mede pelo grau de liberdade das mulheres."
(Charles Fourier - filósofo francês)

E liberdade, galera, se conquista também via conhecimento!
Até lá!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um filme sem sexo

Para refletir!

As mulheres não são homens!

A cultura patriarcal tem uma dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas. Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres.

No passado dia 8 de março celebrou-se o Dia Internacional da Mulher. Os dias ou anos internacionais não são, em geral, celebrações. São, pelo contrário, modos de assinalar que há pouco para celebrar e muito para denunciar e transformar. Não há natureza humana assexuada; há homens e mulheres. Falar de natureza humana sem falar na diferença sexual é ocultar que a “metade” das mulheres vale menos que a dos homens. Sob formas que variam consoante o tempo e o lugar, as
mulheres têm sido consideradas como seres cuja humanidade é problemática (mais perigosa ou menos capaz) quando comparada com a dos homens. À dominação sexual que este preconceito gera chamamos patriarcado e ao senso comum que o alimenta e reproduz, cultura patriarcal.


A persistência histórica desta cultura é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas quotidianas das instituições e das relações sociais continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade. Ser feminista hoje significa reconhecer que tal discriminação existe e é injusta e desejar activamente que ela seja eliminada. Nas actuais condições históricas, falar de natureza humana como se ela fosse sexualmente indiferente, seja no plano filosófico seja no
plano político, é pactuar com o patriarcado.


A cultura patriarcal vem de longe e atravessa tanto a cultura ocidental como as culturas africanas, indígenas e islâmicas. Para Aristóteles, a mulher é um homem mutilado e para São Tomás de Aquino, sendo o homem o elemento activo da procriação, o nascimento de uma mulher é sinal da debilidade do procriador. Esta cultura, ancorada por vezes em textos sagrados (Bíblia e Corão), tem estado sempre ao serviço da economia política dominante que, nos tempos modernos, tem sido o capitalismo e o colonialismo. Em Three Guineas (1938), em resposta a um pedido de apoio financeiro para o esforço de guerra, Virginia Woolf recusa, lembrando a secundarização das mulheres na nação, e afirma provocatoriamente: “Como mulher, não tenho país. Como mulher, não quero ter país. Como mulher, o meu país é o mundo inteiro”.


Durante a ditadura portuguesa, as Novas Cartas Portuguesas publicadas em 1972 por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, denunciavam o patriarcado como parte da estrutura fascista que sustentava a guerra colonial em África. "Angola é nossa" era o correlato de "as mulheres são nossas (de nós, homens)" e no sexo delas se defendia a honra deles. O livro foi imediatamente apreendido porque justamente percebido como um libelo contra a guerra colonial e as autoras só não foram julgadas porque entretanto ocorreu a Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.

A violência que a opressão sexual implica ocorre sob duas formas, hardcore e softcore. A versão hardcore é o catálogo da vergonha e do horror do mundo. Em Portugal, morreram 43 mulheres em 2010, vítimas de violência doméstica. Na Cidade Juarez (México) foram assassinadas nos últimos anos 427 mulheres, todas jovens e pobres, trabalhadoras nas fábricas do capitalismo selvagem, as maquiladoras, um crime organizado hoje conhecido por femicídio. Em vários países de África, continua a praticar-se a mutilação genital. Na Arábia Saudita, até há pouco, as mulheres nem sequer tinham certificado de nascimento. No Irão, a vida de uma mulher vale metade da do homem num acidente de viação; em tribunal, o testemunho de um homem vale tanto quanto o de duas mulheres; a mulher pode ser apedrejada até à morte em caso deadultério, prática, aliás, proibida na maioria dos países de cultura islâmica.

A versão softcore é insidiosa e silenciosa e ocorre no seio das famílias, instituições e comunidades, não porque as mulheres sejam inferiores mas, pelo contrário, porque são consideradas superiores no seu espírito de
abnegação e na sua disponibilidade para ajudar em tempos difíceis. Porque é uma disposição natural. não há sequer que lhes perguntar se aceitam os encargos ou sob que condições. Em Portugal, por exemplo, os cortes nas despesas sociais do Estado actualmente em curso vitimizam em particular as mulheres. As mulheres são as principais provedoras do cuidado a dependentes (crianças, velhos, doentes, pessoas com deficiência). Se, com o encerramento dos hospitais psiquiátricos, os doentes mentais são devolvidos às famílias, o cuidado fica a cargo das mulheres. A impossibilidade de conciliar o trabalho remunerado com o
trabalho doméstico faz com que Portugal tenha um dos valores mais baixos de fecundidade do mundo. Cuidar dos vivos torna-se incompatível com desejar mais vivos.

Mas a cultura patriarcal tem, em certos contextos, uma outra dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas.

Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres. É assim que se ignora o papel fundamental das mulheres na revolução do Egipto ou na luta contra a pilhagem da terra na Índia; a acção política das mulheres que lideram os municípios em tantas pequenas cidades africanas e a sua luta contra o machismo dos lideres partidários que bloqueiam o acesso das mulheres ao poder político nacional; a luta incessante e cheia de riscos pela punição dos criminosos levada a cabo pelas mães das jovens assassinadas em Cidade Juarez; as conquistas das mulheres indígenas e islâmicas na luta pela igualdade e pelo respeito da diferença, transformando por dentro as culturas a que pertencem; as práticas inovadoras de defesa da agricultura familiar e das sementes tradicionais das mulheres do Quénia e de tantos outros países de África; a resposta das mulheres palestinianas quando perguntadas por auto-convencidas feministas europeias sobre o uso de contraceptivos: “na Palestina, ter filhos é lutar contra a limpeza étnica que Israel impõe ao nosso povo”.


Boaventura de Sousa Santos
é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).


fonte: www.cartamaior.com.br

quarta-feira, 17 de março de 2010

Retificando!









Na nossa coluna de domingo 07/03: Belo Jardim e o Dia Internacional da Mulher! Fizemos alusão a D. Maria Rita como a primeira controlista/programadora do Rádio Bitury. Erramos na informação, o que não tira o mérito da homenagem tendo em vista essa grande mulher ter feito este trabalho por mais de 30 anos consecutivos.

No entanto, duas outras grandes mulheres belojardinenses assumiram esse trabalho na época: D. Bernadete Falcão como programadora e Maria Dos Anjos como discotecária. Pouco tempo depois esta última assume de fato as duas funções!




OBS: Estamos desenvolvendo um projeto didático junto ao Projovem Urbano, justamente para fazer um registro da história dessas grandes mulheres e as suas contribuiçõs para o fortalecimento da nossa cidade.


Qualquer informação: enviar para o e-mail: accgclio@gmail.com ou cristinaclio@hotmail.com.

Antecipamos já, os nossos agradecimentos!



segunda-feira, 8 de março de 2010

08 de Março - A luta não pode parar!


Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram, semana passada, por seis votos a três, que as ações penais decorrentes de lesões corporais leves contra mulheres só podem seguir, caso a própria vítima denuncie. Até agora, era comum que familiares e até vizinhos denunciassem os abusos. Com isso, apesar da Lei Maria da Penha prever o andamento do processo contra o agressor independentemente da vontade da vítima, a partir de agora, a jurisprudência determina que as ações sejam engavetadas quando a mulher não denunciar ou desistir da denúncia. O Ministério Público ainda pode recorrer da decisão.
A violência doméstica é um fenômeno que tem muitas causas e, dentre elas, a influência de uma cultura machista e de dominação que começa na infância e pode continuar nos outros ciclos da vida (fases da adolescência, adulta e velhice). Quando uma mulher vítima da violência doméstica não denuncia seu “parceiro” não é porque ela não tenha respeito por si, é resultado de medos construídos pela convivência de terror, medo de morrer, medo de falta de apoio dos familiares, medo de uma sociedade também muitas vezes agressora, medo de enfrentar um mercado de trabalho excludente etc. Por isso, a decisão do STJ é um retrocesso no tocante à responsabilidade de todos no enfrentamento à violência. Não podemos ficar parados diante desta decisão contra as mulheres vítimas da violência doméstica em nosso País. Que neste dia 08 de março de 2010, diante do centenário desta data tão importante, possamos socializar esta informação e cobrar do Ministério Público o seu papel diante do STJ.



Fábio Barros
Vereador do PT, Secretário Geral do PT/PE e
Especialista em Prevenção à Violência Doméstica - USP/SP

domingo, 7 de março de 2010

Belo Jardim e o Dia Internacional da Mulher!


Apesar de todos os avanços/conquistas ao longo dos anos, em nossa cidade muitas mulheres ainda são espancadas e suportam esse sofrimento principalmente, pela falta de políticas publicas de emprego e geração de renda. Além disso, estas mesmas mulheres sofrem com a inexistência de uma Delegacia da Mulher.

Em nossa cidade, a mulher está presente nos Três Poderes: no Judiciário (juíza) e no Ministério Público; no Legislativo (duas Vereadoras); e no Executivo (a frente de 06 secretarias das 11 existentes),e isso é muito bom. No entanto ainda, sofremos com a falta de um Conselho Municipal de Mulher; com a inexistência de cursos de formação profissional (Não basta apenas cursos de culinária e bijouterias - precisamos de cursos que nos possibilitem de fato a disputa no mercado de trabalho); sofremos com a inexistência de creches em tempo integral...

Esperamos sinceramente (até acreditamos) que isso comece a mudar, já que foi criada recentemente a Secretaria da Mulher, tendo à frente a Prof. Luciene Gomes, uma chefe de família, que já na década de 90 integrou os movimentos sociais de mulheres na cidade, que a sensibilidade não tenha morrido, e que esta abra as portas dessa Secretaria para receber as mulhereres belojardinenses e suas reivindicações com o objetivo de desenvolver de fato políticas pública de gênero as quais melhorarão a qualidade de vida de toda a sociedade.

Esperamos ainda, que neste ano de eleição, o povo, especialmente nós mulheres saibamos escolher representantes que lutem por nossa causa, e assim possamos construir um mundo melhor para homens e mulheres!

E por fim, nossa homenagem as mulheres guerreiras da nossa cidade: D. Cotinha (in memorian) 1ª vereadora; Vanda Farias frente ao grupo de idosos da COHAB I; Nena Marinho - á frente da Pastoral da Criança; Mêrces Costa, protagonista da história do Movimento Sindical, 1ª e única candidata a disputar a Prefeitura; Militante dos Movimentos Sociais - mulheres, meio ambiente, fundadora do CONSU-Bitury...; Elisângela Coêlho à frente da Coordenação Regional do SINTEPE; Irene Sampaio, 1ª locutora de Rádio, militante das causas da mulher, poeta; D. Lúcia, chefe de família, catadora de lixo; Rosilda e Nazaré, garis e militantes do Mov.Sindical; Lourdes Coelho, fundadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais; D. Neuza Senhorinho e D. Zefinha Paes de Lira, comerciantes; Bernardina Araújo, educadora e pesquisadora das questões de gênero; Aliete, à frente do Lar Espírita Bezerra de Menezes; Maria Rita, 1ª controlista e programadora de Rádio com mais de 30 anos dedicados á Rádio Bitury; D. Maurinete Suzana, parteira em Serra do Vento e militante do Mov.Social Cais do Parto; Rivanete Simplicio, Adalva Galvão, Cal Brayner, Nevinha Ferreira, Cristiane Oliveira... fundadoras/membros do Grupo Mulher Ação (década de 90) - e a minha mãe D. Carmelita, a minha filha Camila Gomes, e a minha sobrinha Amara Ramos...


Os parabéns dessa blogueira

Dia Internacional da Mulher!


Nos últimos tempos a figura feminina vem galgando novas posições, transpondo obstáculos e rompendo velhos preconceitos. Hoje, todo o "encando feminino" vem aliado a uma posição real do nosso papel na sociedade.

Temos obtido grandes êxitos nas mais diferentes áreas e ocupações ( a exemplo da aprovação da Lei Maria da Penha; da criação pelo gov.Federal de uma Secretaria Especial para mulher com status de ministério; a regulamentação de um Conselho Nacional de Mulheres ...)

As amarras que impediam as nossas ações de forma livre e direta parecem está caindo por terra, isso porque a nossa luta sempre foi e será pela igualdade e ela não se dá pela imposição, mas sim, pela conquista, na busca do caminhar lado à lado no sentido de um futuro promissor. O 08 de março é um marco na história contemporânea que reafirma muitas conquistas até os dias atuais, conquistas estas que não beneficiam apenas mulheres, mas, toda a sociedade.

Comemorar tudo isso apenas distribuindo flores, é retroceder!

sábado, 6 de março de 2010

Poesia nossa de cada semana!

Mulheres

Pablo Neruda

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.


Pablo Neruda