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BELO JARDIM, NE/Pernambuco, Brazil
"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Choro na Escola!



Belo Jardim é de fato, terra de grandes musicistas. Quem os assiste fica encantado com tanta sonoridade, harmonia, desenvoltura, capacidade ... Chego a conclusão de que, muitos estarão, em pouco tempo, fazendo sucesso por esse mundão sem porteiras!

Para se ter idéia do que falo, no último dia 03/12, a Escola Antenor Vieira foi palco para o espetáculo musical do Grupo de Choro "Naquele Tempo" coordenado pelo Maestro Mozart Vieira, tal apresentação partiu da idéia de um estudante que, ao assistir em outro ambiente, a apresentação dos músicos, percebeu que a comunidade escolar da qual faz parte precisava também conhecer essas maravilhas, "meus colegas perderam um grande momento de boa música e de conhecer também um pouco da história do Choro como principal Gênero da Música Popular Brasileira"

arquivo pessoal de Leonardo Araújo

Sensibilizados com o apelo do estudante do Projeto Travessia, Joervison, o Grupo "não se fez de rogado", mandou que ele organizasse a data, hora... e, pela primeira vez, na "Terra dos Músicos" se apresentaram: Leonardo Araújo, flautista; Ronaldo Batata, bandolista; Renan Melo e Mozart Vieira violonistas, em uma escola da rede municipal e por conta da iniciativa de um estudante.

O grupo de Choro Naquele Tempo, é formado pelos musicistas: Mozart Vieira, Leonardo Araújo, David Birigui, Pierre Ramon, Daniel Podsk, Willian Vanderlei, Denis Rodolfo, Daniel Victor, Elias Oliveira, Ronaldo Batata e Marcilio Duarte.


@s estudantes e @s profissionais da educação da Escola Antenor Viera, ficaram maravilhados com a apresentação!



 Fonte: Leonardo Araújo



Ressaltamos aqui, que a inclusão da música no currículo é uma exigência da Lei nº 11.769/2008, e que determina o ensino de música como conteúdo obrigatório na educação básica. 

E a contar com o histórico da nossa cidade, com absoluta certeza, se a coisa for feita com seriedade, Belo Jardim poderá servir de modelo nessa questão.


Uma dica a quem está com esse desafio (ensino de música) nas escolas:

O livro A Música Na escola, org. por Sergio Molina (Músico) e Adriana Terahata (pedagoga), é material indispensável para essa temática nas escolas. Dirigido especialmente para professor@s de Música, o conteúdo justifica a importância da Música na escola e na vida de cada um, nos leva pelos caminhos da música no Brasil e no mundo, e ainda nos aponta atividades práticas de Ensino Musical desde a pré-escola até o Ensino Médio. 


acesse o link e baixe o livro, com certeza você ira gostar!











terça-feira, 19 de novembro de 2013

Quantos decênios mais?



            A Lei 10.639 de 09 de Janeiro de 2003, hoje com 10 (dez) anos, é um marco na História da Educação do país, ela simboliza dois pontos essenciais: o de chegada das lutas antirraciais na escola e o de partida da escola para a renovação da qualidade social da educação brasileira. Ela significa o estabelecer de novas diretrizes e práticas pedagógicas que venham possibilitar o reconhecimento da importância d@s african@s e afrobrasileir@s no processo de formação nacional.


            Esta Lei deveria estar sendo encarada como parte fundamental do conjunto das políticas que vislumbram uma educação de qualidade como direito de tod@s. Desde a sua promulgação, um decênio já se passou e ela ainda não passa de “letra-morta”, (até porque, lei não significa consciência, ela pode apenas provocar essa conscientização.) e isso acontece pelo simples fato da escola ser um campo com sequelas profundas de racismo, e que, podemos dizer, sem medo de errar, “que ela ainda é o maior veículo de comunicação da ideologia branca”, dado que, ainda hoje nos deparamos com livros didáticos trazendo conteúdos de uma concepção positivista da historiografia brasileira a qual só valoriza, feitos e fatos dos brancos escamoteando assim a participação e importância de outros segmentos da sociedade a exemplo, os negros. Sem contar que ainda é muito comum, ver a escola abordando a cultura africana em datas específicas, e o pior, a partir de um olhar folclorizado e pitoresco, tratando-a como simples herança deixada pelos negros e, dando ao europeu a condição de portador de uma cultura superior e civilizada.


            Para que tudo isso possa mudar, duas frentes de batalha deverão ser organizadas, uma composta pel@s profissionais da educação e a outra pelos representantes dos órgãos governamentais.
            A de trabalhador@s da educação porque precisamos entender que a escola precisa mudar, e que essa mudança começa em cada um de nós. Que o nosso fazer pedagógico deve refutar as práticas de discriminação, que o nosso trabalho deve sim ser redefinido e aperfeiçoado, deve passar a conter representações diferentes das já estabelecidas e divulgadas pela tradição. “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática ativismo”.


            Porque precisamos entender que as evidências do processo discriminatório operam sim no sistema de ensino e que elas penalizam diretamente crianças, adolescentes, jovens e adultos negros levando-os a evasão e ao fracasso escolar de fato. Sabe-se hoje, que existe correlação entre o pertencimento etnicorracial e sucesso escolar, indicando, portanto, que se faz necessário uma forte determinação para que a diversidade cultural brasileira passe a integrar o ideário educacional, não como um problema, mas, como um rico acervo de valores, posturas e práticas que devem conduzir ao melhor acolhimento e maior valorização dessa diversidade no âmbito escolar.

            Precisamos nessa frente de trabalho, compreender que o conhecimento da História da África e d@s negr@s poderá contribuir para se desfazer os preconceitos e estereótipos ligados ao segmento afro-brasileiro, além de contribuir para o resgate da autoestima de milhares de crianças e jovens que se veem marginalizados por uma escola de padrão eurocêntrico que nega a pluralidade étnico-cultural da nossa formação.








            A segunda frente, que deverá ser composta pelos representantes dos órgãos governamentais, nessa fase, especificamente por prefeitos no sentido do comprometimento com a criação de um Órgão (coordenação/diretoria/secretaria) para trabalhar a Promoção da Igualdade Racial; por vereador@s que possam apresentar Projetos de Leis para programar, regularizar e aplicar na Rede Municipal de Ensino a Lei nº 10.639/2003; por Secretári@s de Educação que se comprometam em fornecer condições necessárias à aplicabilidade da lei nas escolas e que, possam ainda firmar convênios/parcerias com outras instituições governamentais e não governamentais, para cursos de extensão, especialização... Para @s trabalhador@s em educação sobre a cultura da áfrica e da Cultura Afro-brasileira, e que esses componentes possam ainda incentivar a publicação de material didático que possa vir a dar suporte técnico para a atuação d@s docentes no processo de ensino e de aprendizagem.


            Essas duas frentes com certeza em muito poderá contribuir com o “desmanche” do maior gargalo do sistema educacional brasileiro que como sabemos, reside na qualificação do corpo docente, sobretudo os que exercem o magistério nas séries iniciais e que precisam estar habilitados em trabalhar com essa nova temática, que, por se tratar de uma temática interdisciplinar e não de uma disciplina específica requer muito mais esforço pois a lei determina que os conteúdos referentes a História da África e Cultura Afro-Brasileira sejam trabalhadas no contexto de todo o currículo escolar.


            Por fim, digo que, sem sombras de dúvida a Lei 10.639 representa um grande avanço, pois possibilita a construção de um multiculturalismo crítico da escola brasileira ao tempo em que reconhece uma luta histórica do Movimento Negro no Brasil, no entanto, muito ainda precisa ser feito para que a lei saia do estado de “letra-morta” em que se encontra e venha a viver no fazer de uma educação multicultural contribuindo assim, na construção de uma sociedade justa.


Adilza Cristina da Silva
Professora
Especialista em Programação do Ensino de História
Militante dos Movimentos Sociais
Colaboradora do Projeto Social do Ilê Axé Oyá Ogumtô
Belo Jardim - PE


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Prfessor@s de Belo Jardim!

imagem do google
Assembléia Geral Extraordinária:


Quando? 05/11/2013
Onde? Câmara Municipal Belo Jardim
Hora: 09h00
imagem do google


Pauta:

01. Plano de Cargos, Carreira e Salários d@s profissionais do Magistério;
02. Jornada de Trabalho - cumprimento da Lei 11.738/08
03. Discussão sobre a representação da categoria, hoje representada pelo SINDUPROM-PE e reivindicada pelo SISMUBEJA;
04. Deliberações finais/encaminhamentos.


Não deixe de participar!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Agora é Lei!

 Os ônibus escolares do Programa Caminhos da Escola podem ser utilizado por universitári@s

@ss estudantes universitári@s poderão utilizar o transporte escolar municipal. A decisão foi da presidente Dilma Rousseff, que promulgou uma emenda, criando a Lei Federal n.º 12.816/13.
“A promulgação dessa emenda pela Presidente Dilma, representa uma solução definitiva para os universitários dos pequenos municípios que agora podem utilizar esses ônibus, especialmente a noite, período em que os ônibus  são pouco utilizados, diminuindo assim as dificuldades de concluírem o ensino superior. Nossos universitários têm passado por diversas dificuldades para cursarem suas faculdades. O preço do transporte é alto e isso dificulta a continuação dos estudos” .
Com a criação da Lei Federal, os gestores municipais devem procurar o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para regulamentar o uso do veículo oficial no transporte universitário, junto ao Governo Federal. De acordo com a emenda promulgada pela presidente, os veículos poderão ser usados na área rural, no transporte de estudantes da zona urbana e da educação superior.
Teor da Emenda:
Art. 5 – A União, por intermédio do Ministério da Educação, apoiará os sistemas públicos de educação básica dos Estados, Distrito Federal e Municípios na aquisição de veículos para transporte de estudantes, na forma do regulamento.
Parágrafo único. Desde que não haja prejuízo às finalidades do apoio concedido pela União, os veículos, além do uso na área rural, poderão ser utilizados para o transporte de estudantes da zona urbana e da educação superior, conforme regulamentação a ser expedida pelos Estados, Distrito Federal e Municípios.



Fonte: cedroagora.blogspot.com

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quem Ama Cuida!


Descaso na língua portuguesa é um substantivo. Seu sentido é o de falta de caso, cuidado ou consideração. Nenhuma palavra se aplica melhor a educação municipal nesses últimos anos de gestão. Mais a última ação do governo municipal merece destaque. Pois além de não pagar o Piso Salarial Nacional e ter que assinar um Termo de Ajuste de Conduta a gestão municipal realizou o maior feito jamais imaginado; reajustou os salários em 22% e ainda teve o benefício de diminuir a folha de pagamento. Milagre! Vamos ter o primeiro santo milagreiro municipal, “o prefeito”.



Mas como ele conseguiu isso? Fácil; um golpe em cima de outro. No final do ano de 2011 os cofres municipais ficaram com saldo, eram verbas do FUNDEB. O que fez o bom prefeito? Ah! Não pagou rateio ao professor não, ele sabiamente multiplicou sua bondade dividindo o montante do rateio, de valor de R$ 3.000,00 por professores (a verba era cerca de dois milhões) em seis parcelas de R$500,00 assim quase virou herói municipal. Transferiu as verbas de um exercício para o outro e deu volume a folha com o que ele chamou de abono por incentivo; não pagando o piso foi levando a insatisfação dos professores com o abono, mas agora a máscara caiu, a equipe não calculou que ao adotar o piso e ao finalizar o rateio/abono o professor receberia menos e recebeu; esse mês tod@ professor@ recebeu menos que o mês passado. 



Alguns já estão chamando o fato de o milagre do diabo, de satanás, mas outros já reconhecem que essa é a política do DEM. Assim a folha em vez de aumentar diminuiu, esse é o maior milagre da gestão dos Demistas em Belo Jardim e em toda parte, é a cara do partido; na verdade a base das três gestões do DEM foi e tem sido essa. Desoneração da folha: nenhum ajuste salarial ocorreu ao longo desses doze anos, só o FUNDEF e o FUNDEB salvaram os professores, mesmo assim desde janeiro de 2010 um terço do salário dos professores vem sendo desviado de seu bolso e a desoneração só ocorre com vistas à terceirização, sobre essa todo mundo já sabe como ocorre e com qual intenção.



Concluímos fazendo a seguinte consideração: se o prefeito nesse semestre aplicou do FUNDEB menos que os 60% obrigatórios com a remuneração do professor (aqui cabe uma consideração - se pagando mais com o rateio/abono não atingiu o percentual mínimo como da folha - uma vez que o professor recebeu menos) como vai atingir os 60%? Ah! Mais um milagre do DEM; vão fazer como todos os anos, gastando com os itens permitidos pelos artigos 70 e 71 da LDB, assim ele completam a aplicação da verba e o Tribunal de Contas engole. Vamos agir, vamos cobrar junto ao Ministério Público e fazer esse termo de ajuste de conduta valer! O reajuste assim não aumentou a folha, até porque não contou as promoções, não pagou pó de giz, muito menos o retroativo e que quer esse prefeito e sua equipe não pagando o que consta no termo? Acorda Belo Jardim, quem ama cuida e não faz pouco caso.

terça-feira, 5 de junho de 2012

05 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente!

"Queremos uma justiça social
que combine com a justiça ecológica,
Uma não existe sem a outra."
(Leonardo Boff)

O IFET - Campus Belo Jardim, coloca em prática o Projeto Pedagógico: "Abraço Ecológico na Margem do Bitury - educação com formação cidadã e consciência de ação local como início de uma ação global."

A proposta é a de inserir o campus na comunidade como agente de transformação do meio ambiente com o objetivo principal de preservar a região onde localiza-se o açude do Bitury tendo como finalidade melhorar a qualidade da água de toda população consome e consequentemente, melhorar a qualidade de vida das pessoas.



Estudantes e professo@s estão coletando dados que possam gerar artigos científicos e conhecimento tecnológico que possam ser usados pelas comunidades das margem do açude. 


"Se você tem metas para um ano, plante arroz.
Se tem metas para dez anos, plante uma árvore.
Se tem metas para mil anos, então preserve o meio ambiente."
(Confúcio - filósofo chinês)

Parabéns ao IFET pela iniciativa!




terça-feira, 29 de maio de 2012

Eles querem aplauso... reconhecimento! (hi,hi,hi)


“Um apaziguador é um homem
 que alimenta um crocodilo
 na esperança de ser
comido por último”
 (Churchill).

Eita mundão véi sem porteiras! Tem gente por ai “matando cachorro a gritos” e chutando “cachorro morto”.  É a famosa loucura sincronizada!

A terrina é abençoada viu quem fez a tal benção não se sabe, mas, que depois desse ritual a politicagem reina sem rédea é a mais pura, mais cristalina verdade. É muita gente posando de bom moço e tentando vender uma imagem de baluarte do trabalho. Faz-me rir!

Para essa pobre blogueira, não foi surpresa ver o ex-secretário de educação, hoje vereador, chamando-a de “fuxiqueira”, ano de eleição é assim, tem gente que tenta se reeleger no grito, na farsa e na certeza de que basta ter dinheiro pra se comprar uma eleição.

Quando li a matéria, soltei gargalhadas “em litros”. O tal vereador, que recebeu do povo 03 mandatos e não cumpriu nenhum (já que é apaziguado por um grupo, e que só sabe cumprir ordens, que só aplaude, se preocupa e parabeniza o líder desse grupo), pede que EU HUMILDEMENTE reconheça o grandioso trabalho dele à frente daquela secretaria, e, quem sabe, se aprofundarmos mais nas palavras deles não possamos encontrar nas entrelinhas que EU reconheça também o trabalho dele como vereador.


Como diz um apresentador de TV: _ loucura, loucura, loucura!



Sr. Vereador, ex-secretário da Indústria e Comércio; da Educação... tá na hora do chá, tá na hora do calmante! Há muitos anos esta cidade está abandonada e em todas as áreas, aqui na Terra da Marocas (que significa terra das fuxiqueiras), só se trabalha em ano de eleição. E ainda bem, que são só quatro nos viu. Imagine ai uma gestão de 08 anos, a população passaria 07 a pão e água. E se agora, está vindo alguma creche pra Belo Jardim, não se engane, nós, o povo, sabemos que vocês estão apenas dando um jeitinho de driblar o abandono.


Só o que me admira, Sr. Vereador/secretário, é o fato de que o senhor passou 03 anos sem ter a menor preocupação com a opinião pública - opinião pública sim, porque esse blog pertence a uma cidadã belojardinense e não a um partido – e só agora, vem querer aplauso, reconhecimento... Me poupe! Eu não posso reconhecer o trabalho de uma secretaria, de um vereador que:




01.  Em 2000, mesmo não tendo sido eleito, apadrinhado por seu grupo, assumiu uma vaga de vereador e assinou o Projeto que botou na rua mais de 400 servidor@s públicos efetivos para dar lugar aos apadrinhad@s do seu grupo;

02. Em 2004, eleito vereador, abandonou a missão para assumir a secretaria de Indústria e Comércio, por lá, inaugurou os Telecentros de informática e que depois, agregou os que sobraram a Sec. De Educação como se fosse uma coisa nova, organizou também a Associação Comercial e Empresarial de Belo Jardim, hoje, coincidentemente, presidida pelo seu pai;

03. Em 2008, reeleito vereador, novamente abandonou a missão para gerir a Secretaria de Educação do município.

04. Como Secretário, deixou, por mais de 2 anos, a entrada da Creche ficar literalmente na lama; 

05. Por mais de 50 dias, deixou a rede municipal de ensino de portas fechadas e não teve, em nenhum momento, disposição para o diálogo com a categoria; 

06. Deixou as escolas, principalmente as da zona rural em total abandono, precisando uma intervenção do MP para que houvesse a reforma;



07. Uma cidade com mais de 70 mil habitantes, com apenas 3 creches, sendo que apenas 01 delas foi iniciativa da Prefeitura, e que só comporta 40 crianças. Ora, aplaudir as que por ventura, possam vir, é demais, né não?

08. Como reconhecer o trabalho de uma secretaria onde existe escola em que alun@s disputam lugar com morcegos;



09. Reconhecer que o Piso salarial foi elaborado na secretaria de educação e que não sai do papel, e o que é pior, que como vereador o Sr. Faz vista grossa para o caso. É isso que eu preciso reconhecer?

10. Reconhecer o trabalho de uma secretaria/secretário onde a inclusão social não é levada a sério e pai/mães de alun@s surdos têm que recorrer a instâncias superiores para ver o direito de essas crianças serem executados;


11. Não posso reconhecer como sério o trabalho de uma secretaria/secretário que contrata as instalações físicas de um clube que pertence ao próprio pai do secretário para realizar colônia de férias para alun@s da rede;






Na minha opinião “isolada”, e mesmo com a minha “voz rouca” de oposição, a sua atuação na Secretaria de Educação, me lembra muito o bordão daquela personagem da novela global o Clone – “todo mergulho é um flash”. 

E como vereador, sua postura é subserviente em relação a todos os prefeitos que o Sr. Vem defendendo ao longo desses anos e demagógica em relação ao povo que o elegeu.


E numa coisa, eu concordo com o Sr. Realmente, eu não poderia saber do seu trabalho incansável, dia e noite, pela cidade. Desde quando há transparência por aqui?




E não se preocupe, Sr. Secretário, hoje vereador, a partir de agora, tomaremos outras providências, além dos “fuxicos” aqui nesse blog, iremos sim, tomar outras atitudes, iremos sim, provocar todas a instâncias dos poderes constituídos da cidade, e assim, exercer de fato a cidadania. Quem sabe, não deixaremos de ser uma voz “rouca e isolada” de oposição. 


terça-feira, 27 de março de 2012

Ano de eleição, "a pisadinha é essa: 3 inauguração por segundo!"

Num curto período de 20 (vinte) anos a Prefeitura de Belo Jardim entregou a população, 03 (três) creches. As duas primeira, surgiram, uma, da iniciativa do Grupo Moura, depois abraçada pela Fundação Belo Jardim numa parceria com a Prefeitura, no início, instalada perto da Serra do Gavião, uma das áreas mais poluídas da cidade, e por esse motivo, anos depois, transferida para o bairro do Bom Conselho, é a Creche Mocinha Moura. A outra, iniciativa da Maçonaria, também em parceria com a Prefeitura. Nas minhas contas, as duas devem atender cerca de 200 crianças. Esse tema foi assunto aqui nesse blog por várias vezes, a última em 30/11/2011 (veja Aqui ).


A Terceira creche, surge agora, no último ano da gestão do DEM, localizada no Bairro São Pedro, vai atender 40 (quarenta) crianças de 0 a 4 anos.


Enquanto isso, a Prefeitura de Petrolina, num "longo" prazo de 02(dois) anos, entregou a população daquela cidade, nada mais nada menos do que 56 (cinquenta e seis) Creches para atender crianças de 0 a 6 anos de idade.
E cada uma dessas unidades contam com sala para pré-escola; Maternal I e II; berçário; 04 banheiros; cozinha; refeitório; despensa e área de lazer. Oferecendo ainda, 05 refeições diárias, educação e assistência odontológica. Ao todo as creches de Petrolina atendem mais de 3.000 (Três mil) crianças e ainda, gera emprego para 848 pessoas.


Se atentarmos para a população dessa faixa etária na duas cidades, para fazer festa mesmo, a Prefeitura de Belo Jardim, deveria estar entregando a 15ª unidade com capacidade de atendimento para no mínimo 500 crianças em cada uma. Por que as 3 que nós temos, atende no máximo 300 crianças e mais de 7.000 mil, ficam ao "deus dará".

Por isso que continuo afirmando: CRECHE AQUI É ARTIGO DE LUXO!

Parece que essa administração continua sem entender que bastam apenas dois neurônios para questionar toda essa campanha eleitoreira que nos é apresentada neste último ano de governo.

"É dever do Estado assegurar à TODA criança de 0 a 6 anos, creche e pré-escola. É um direito determinado na Constituição Federal e Estatuto da Criança."

Basta de tanta palhaçada, mais do que nunca,
nós precisamos ser de fato a mudança que queremos nesta cidade!

terça-feira, 20 de março de 2012

Exercer a cidadania, ainda incomoda muita gente! Triste mas real.

O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se cada vez mais e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos e cidadãs.


Construção essa, fundamentada num tripé que se sustenta na formação básica, na capacidade de profissionalização e na participação cidadã, e que, formalizadas na legislação que regulamenta e orienta a educação, devem ser trabalhadas em conjunto.


E por tudo isso, vários temas do cotidiano, foram inseridos na base da proposta curricular Nacional, como exemplo, JUSTIÇA.

Portanto, a "compreensão da definição e do conhecimento das leis como princípio de cidadania "é o norte para qualquer ação do eixo PARTICIPAÇÃO CIDADÃ nas escolas, já que vivemos num país "cuja história de opressão se fundou/fortaleceu, entre outros elementos, no desconhecimento das bases do estado democrático de direitos."

Lembramos aqui, que todas as orientações para vivenciar esta temática nas escolas, focam para o sentido de colaborar para que @s jovens e adolescentes possam aprender que existem INSTRUMENTOS JURÍDICOS e que estes precisam ser RECONHECIDOS por el@s para que possam se familiarizar com a possibilidade de consultá-los para INVOCAR e DEFENDER seus direitos, e assim:

"compreender que o verdadeiro exercício da cidadania se fundamenta no saber exigir respeito para si e para o outro, denunciando qualquer atitude de discriminação que sofra, ou qualquer violação dos direitos de criança e de cidadão."



No meu entendimento, a atitude d@s estudantes de Xucuru e Serra dos Ventos, apenas demonstra que el@s estão sim, se ap
ropriando desse conhecimento, bem como, usando-o no seu dia a dia, quando se faz necessário.


@s gestor@s das escolas em foco, deveriam estar radiantes com a aula de cidadania dada por el@s, já que, num único momento, aplicaram seus conhecimentos sobre:

Diálogo,
Justiça,
Equidade,
Solidariedade,
Ética e
Respeito Mútuo.

Que, supõe-se, terem aprendido na escola.


Contentes também, deveriam estar tod@s @s vereador@s, por saber que as escolas da cidade estão cumprindo o seu papel, que é o de FORMAR CIDADÃOS E CIDADÃS, e ainda, que a comunidade estudantil e a sociedade civil organizada está pronta e capacitada para reforçar a atuação do Poder Legislativo.


O que nos cabe por ora, é perceber que um conjuntos de forças atuou para que as turmas de 1º ano do curso Normal Médio permaneça naqueles distritos, porém, apenas para o ano em curso, no próximo ano o problema voltará, o que nos faz também compreender a importância da continuidade dessa luta que é justa e legitima, no sentido de invalidar essa Instrução Normativa da Sec. Estadual de Educação, que fixa em 40, o número mínimo de alun@s por turma.



A Comunidade estudantil, professor@s e a sociedade civil organizada agradecem!

E tanto a blogosfera quanto @s usuários das redes sociais ficam à disposição para dar reforço a essa luta!


"Da luta eu não fujo!"

sábado, 17 de março de 2012

Parabéns aos estudantes de Xucuru e Serra do Vento!


"Não é no silêncio que os homens se fazem mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."

"É preciso brigar para que a justiça social se implante antes da caridade."
(Paulo Freire - Educador pernambucano)


"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida"
(Jonh Dewey)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Belo Jardim: Educação em jogo!


A educação está em jogo, especificamente, o Curso Normal Médio (antigo magistério), uma Resolução/Portaria da Secretaria Estadual de Educação, diz que não pode manter uma turma de alun@s com menos de 40 matriculas.

As Escolas Luiza Leopoldina/Xucuru e Manoel Teodoro/Serra do Vento, pertencem ao município, mas têm uma parceria com o Estado para o funcionamento do Ensino médio, por isso, estas escolas, para esta modalidade de ensino, funcionam como anexo da Escola Frei Cassiano de Comacchio em Belo Jardim.

Pois bem, para atender as exigências contidas nessa portaria, @s estudantes dos dois distritos, devidamente matriculad@s nas turmas de 1º ano, são obrigados a desistirem do curso.

Na tentativa de solucionarem o caso, no primeiro tempo desse jogo absurdo, buscaram ajuda junto aos seus representantes legais: Vereador Claudemir e o Vereador Fernando, os quais, trouxeram daquelas localidades a reivindicações, justa, da comunidade estudantil. Na Câmara de Vereadores, ficou acertado que o Vereador José Lopes, na qualidade de presidente da Casa, representaria o Poder Legislativo na causa, e assim foi feito.

O mesmo procurou a gestora da Escola Cassiano, a Profª Cristiane Oliveira e, juntos, foram até a Gerencia Regional de Educação, em Caruaru, na tentativa de solucionar o problema junto ao gestor Antonio Fernando.

Lá, não obtiveram êxito total, segundo a GRE, o curso Normal Médio, para se adequar as resoluções da Secretaria de Educação teria que ser extinto, num acordo, saíram com a garantia de que o curso seria mantido, mas, apenas para as turmas de 2º, 3º e 4º ano. Ou seja, pra "bom entendedor, meia palavra basta" - isso significa a extinção do Curso de Normal Médio para os distritos da cidade, em médio prazo. Simples assim.

Já no segundo tempo do jogo, pais, mães e alun@s, buscaram ajuda com pessoas da Sociedade Civil Organizada, com as quais têm afinidades.


@s de Serra do Vento buscaram apoio de Bruno Galvão e as de Xucuru, o apoio da profª Marenilza Tavares, e esses dois, buscaram o apoio dessa blogueira que "vos escreve" que além de ser professora é ativista das causas educacionais.

Junt@s, buscamos o apoio do Conselho Tutelar e do Ministério Público, já que "a olho nu" as resoluções/portarias do Gov. do Estado ferem, mortalmente a nossa legislação. Desses encontros, saiu a necessidade de uma conversa da promotoria com @s representantes legais das escolas em foco, e, caso não se chegue a um consenso, já ficou agendado uma Audiência Pública para o próximo dia 26/03 onde o Poderes Constituídos e a Sociedade Civil organizada, possam debater/solucionar o problema.

Saindo do Ministério Público, nos reunimos na sala de audiência do Fórum, para avaliar os nossos caminhos e também, definir os rumos para o terceiro tempo desse jogo. Observamos a importância da população belojardinense se apropriar dessas informações no sentido de refletir sobre essas ações e assim, começar a decidir sobre os caminhos de suas próprias vidas.


Para isso, fizemos uso do grande MEGAFONE dos dias atuais - a blogosfera e redes sociais. Do debate caloroso,(veja aqui: http://www.facebook.com/adilzac) surge a necessidade da Vereadora Claudiane Alves de enriquecer seu leque de informações sobre o caso, como também a sua posição de engajamento nessa luta.




"Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar [...]

Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Pra construir a vida nova [...]

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças [...]

recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...
(O Sal da Terra - Beto Guedes)


Não podemos perder esse jogo,
tampouco aceitar o resultado de empate que ora nos é oferecido.
É um jogo onde a EDUCAÇÃO tem que sair vitoriosa.