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BELO JARDIM, NE/Pernambuco, Brazil
"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano

sexta-feira, 7 de abril de 2017

E por falar em cultura ... III



Foi realizada, no dia 07/04 do ano em curso, na Sede do Centro Cultural Vaca Profana, a Oficina "Tinta de caneta em papel molhado", por Felipe Espíndola.





A próxima parada do grupo em Belo Jardim, será na Praça de São Pedro, dia 08/04 (sábado) com o espetáculo Mamulengo do Ambrósio! 
Não percam! É bem pertinho da feira às 10h! 

*Espetáculo gratuito.


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E Por Falar em Cultura ... II



Desde o dia 17 de março, o SESC-LER de Belo Jardim está com a Exposição ÍNTIMO TOM, da artista plástica Luzia Monte.

A exposição fica até o dia 02 de junho de 2017, de segunda a sexta de 9h às 12h  e das 14h às 17h, a entrada é gratuita, e você pode ainda agendar a visita da sua turma pelo telefone: (81) 3726.1576.

A Artista:

Luzia Monte iniciou sua atividades artísticas ainda muito jovem. Autodidata, sempre procurou a leitura para entender um pouco mais da arte que tanto gostava, e só em 1982 estudou a pintura no Ateliê Coletivo com o artista plástico Marcos Bezerra, na cidade de Caruaru/PE, até 1985, quando mudou-se para a nossa cidade, Belo Jardim. 
a artista se utiliza de material e técnicas diversificadas: óleo sobre tela; acrílica, pastel seco, aquarela, tintas orgânicas e pintura em porcelana.
Luzia Monte, é também, pedagoga onde exerce a docência no curso de Pedagogia da Faculdade de Belo Jardim (FBJ).



 "Em mais uma edição, o projeto Mestres do Jardim traz para a galeria de Artes do Sesc a exposição Íntimo Tom da artista plástica Luzia Monte. São mais de 20 peças que remontam a trajetória talentosa de criação e estudos dedicados ao íntimo humano, todas concebidas em seu ateliê na cidade de Belo Jardim. Além das pinturas, estão presente na mostra poesias e rabiscos que entoam os momentos mais intensos vividos pela artista. Em seus 30 anos de dedicação às artes plásticas, de onde absorveu muitas experiências com desenho e pintura (óleo sobre tela), estão expressas suas sensações de identidade com as vicissitudes dos sentimentos mais profundos e secretos." (Rodrigo Novais)









"... Uma submersão íntima entorno da síntese da natureza. Algo tão visceral e espontâneo que surpreende pela genuinidade afetiva globalizada pela seleção dos tons, fato relevante e simbólico vistos por todos os cantos da galeria." (Rodrigo Novais)

E por falar em Cultura ...



Desde o dia 20 de março, o município de Belo Jardim, conta com mais um morador. A "Residência ‘Belojardim" está sendo ocupada pelo artista Marcelo Silveira, que transformou a antiga Fábrica de Doces Mariola em seu ateliê até o dia 19/05/2017.
Intervenção artística

 Residência Belojardim 
20 de março a 19 de maio de 2017

A Residência Belojardim é um programa de longo prazo que busca incentivar discussões em torno do significado sócio-cultural do termo Nordeste e do legado da arte popular da região nos dias de hoje a partir da experiência in loco no município de Belo Jardim. A cada ano, um(a) artista será convidado pelas curadoras Cristiana Tejo e Kiki Mazzucchelli a residir na cidade por um período de dois meses, desenvolvendo projetos especialmente comissionados para o contexto local.
Marcelo Silveira é o primeiro artista convidado a participar da Residência Belojardim. Entre 20 de março e 19 de maio, o artista apresentará oito obras, sendo que cada uma delas será destaque em uma das semanas da residência. O artista vai transformar a antiga fábrica de doces Mariola em seu ateliê.
Fábrica Mariola
Praça Jorge Aleixo, s/n Centro – Belo Jardim

Ateliê aberto
Horário de visitação
Segunda a sexta, das 14h às 18h

Visita do Diretor Claudio Assis, que apresentará nesse período o documentário "Se cria assim"
O filme mostrará o processo de trabalho de Marcelo Silveira e outros artistas pernambucanos.

Durante sua temporada na cidade, Marcelo Silveira apresentará oito obras e, a cada semana, uma delas entrará em destaque. O artista vai transformar a antiga fábrica de doces Mariola em seu ateliê. É lá que, semanalmente, ele promoverá encontros com grupos diversos da cidade para um almoço. A ideia é que a obra da semana, sua poética, suas reflexões possam pautar as conversas. “É na mesa que surgem as melhores conversas, por isso nossa proposta de reunir as pessoas em torno dela. O foco não é a comida, ela é um acessório dentro do processo”, explica.
Biblioteca de Arte, disponível ao público.

Segundo ele, o ateliê belo-jardinense estará aberto para receber os interessados em estabelecer diálogos. Silveira cultiva uma especial preocupação com a necessidade de fomentar pactos, trocas, conversas. “Para mim, a obra de arte só está completa quando entra em contato com o público. Temos que falar para além dos nossos pares, por isso imaginamos esse formato para a residência”, pontua.
Conversa do produtor e assistente de curadoria (André Vieira) com a equipe de trabalho
das ações educativas.

O artista pretende lançar um olhar sensível sobra a cidade, encontrando beleza e estética em locais e práticas que talvez passem desapercebidos no dia a dia. Ele lembra que a própria paisagem do semiárido não é vista com frequência como algo bonito e rico. “Acho que valorizar esses elementos estéticos que estão no município ajudará a integrar a população ao projeto, envolvendo a cidade”, afirma o artista.
A passagem das obras pela cidade e parte das conversas à mesa serão registradas em vídeo e também vão gerar textos que serão disponibilizados num blog criado especialmente para a residência. Além disso, ao final, as curadoras irão organizar uma publicação impressa que vai se desenhar ao longo das próximas semanas.
Intervenção artística


O Artista

"Marcelo Silveira produz trabalhos tanto no campo da escultura quanto dos objetos apropriados. Com sua hibridez local, o trabalho do artista ocupa um espaço entre: metade dentro e metade fora do museu. A acumulação é uma das suas estratégias favoritas: objetos reminiscentes de aparelhos domésticos descaradamente esvaziados de qualquer uso funcional, mas que parecem carregar significados; esferas feitas de vários materiais e tamanhos diversos, imóveis, como se esperassem algum evento anunciado; centenas de objetos de vidro (copos, garrafas ou meros cacos)… Esses objetos convergem nas grandes coleções e livros de artista de Marcelo Silveira. De fato, a idiossincrática organização do artista é fundamental para sua produção, permitindo, por meio de uma certa ordem, que o outro entre no seu trabalho. Marcelo Silveira nasceu em 1962, em Gravatá, Pernambuco. Vive e trabalha em Recife.  E já participou de Bienais em nível nacional e internacional. "

quinta-feira, 30 de março de 2017

Poesia nossa de cada semana!



Poeta e haikaista, Alice Ruiz nasceu em Curitiba, PR, em 22 de janeiro de 1946.
 Começou a escrever contos com 9 anos de idade,
 e versos aos 16.
 Aos 26 anos publicou pela primeira vez seus poemas em revistas e jornais culturais.
 Lançou seu primeiro livro aos 34 anos.

Era uma vez

uma mulher que

via um futuro grandioso

para cada homem

que a tocava.

Um dia

ela se tocou


A Cultura do Estupro precisa morrer!

Foto capturada no google


          No mês de março, tão significativo para as mulheres, a nossa cidade acorda com a trágica noticia de um estupro.  Pasmem! por volta das 07h00 da manhã, quando a moça se dirigia ao trabalho. Que mundo é esse? 

             Esse caso de Belo Jardim, está longe, muito longe de ser um caso isolado, pois, a cada 11 minutos, ocorre o estupro no Brasil. Situação essa que acontece em todas as classes sociais e independente de cor ou credo. Acontece em todos os espaços na universidade, nas baladas, na rua, nas igrejas, na casa de mamãe/papai... A violência naturalizada contra a mulher é de fato muito DEMOCRÁTICA.



              Esse crime traz a tona uma problemática enfrentada pelas mulheres cotidianamente, através da cultura do estupro. Essa cultura é real e muito presente na nossa sociedade, a importância de combatê-la é urgente e necessária, requer um trabalho continuo, muitas vezes desgastante, no entanto é preciso entender de uma vez por todas ou a gente arregaça as mangas e vai a luta ou continuaremos a sofrer esse mal.



               Precisamos combatê-la em todos os momentos, principalmente no nosso cotidiano, nas piadas machistas, na vulgarização da figura feminina pela mídia, nos assédios sexuais sofridos por todas em todos os lugares onde quer que a gente vá. É preciso repudiar tudo isso e de fato denunciar.

                    É preciso repudiar "botando a boca no mundo", é preciso que o nosso grito seja ouvido, não dá mais pra segurar a violência urbana institucionalizada que assola nossa cidade e que nos coloca sempre em situação de risco iminente e que cerceia o nosso direito de ir e vir. Se hoje o medo toma conta de todas nós no momento em que temos que sair para o trabalho, para a escola... enfim

                    Esse tipo de crime é uma reprodução da cultura machista, patriarcal e misógena existente na nossa sociedade e que não fere apenas a vítima, mas todas as mulheres!

                   É preciso agir, ir a luta, isso é crime hediondo e não pode ficar impune. Não há mais espaço para a banalização do estupro.



* É hora de clamar por justiça!

* De exigir dos poderes constituídos dessa cidade uma atuação humanizada e o fortalecimento da rede de atendimento para as mulheres em situação de violência!

* É hora de debater todo e qualquer assunto na Escola e dizer não a essa reforma proposta pelo MEC!

* É hora de entender que a LUTA no combate a violência passa por cada uma de nós, e que só terá êxito com o nosso EMPODERAMENTO, respeito não se ganha, se conquista e é o nosso conhecimento que irá nos garantir DIREITOS & RESPEITO!


Se a gente não cuidar, os retrocessos PASSARÃO!, já tramita no congresso uma lei que precisa se comprovar os casos de estupro!





Sempre há uma luz!







foto capturada do google


       Nem tudo está perdido, na medida em que o descaso toma conta dos órgãos que deveriam cuidar dessas mulheres, na medida em que a violência avança, aumenta também a resistência.

        Coletivos feministas têm sido criados por meninas cada vez mais jovens. As redes sociais, por sua vez, estimulam a organização de grupos de protestos e o compartilhamento de experiências, permitindo desde as manifestações de repúdio até a mobilização da militância, dando ainda mais força a uma militância que já existia.




        A juventude vem abrindo o caminho em meio a covardia de uma sociedade machista e doente. E é com essa juventude que as minhas energias se renovam.



        No último dia 19/03, uma juventude guerreira de Belo Jardim ocupou a Praça Padre Cícero para debater o tema da Violência. É o COLETIVO DESABROCHAR, surgindo com uma força enorme.  



        Além do tema Violência, foi abordado o tema Sororidade, pois se faz necessário uma união de fato entre as mulheres. O conceito de Sororidade está fortemente presente no feminismo, sendo definido como um aspecto de dimensão ética, política e prática desse movimento. Desse ponto de vista, consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres, que na maioria das vezes, ajudam a fortalecer  estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal.

        “A Sororidade é hoje, um dos principais alicerces do feminismo, pois sem a ideia da irmandade o movimento não conseguirá ganhar proporções significativas para impor suas reivindicações. ”



Karinny Oliveira - Instituto Maria da Penha
Foto: jadiel Silva
Adilza Silva - Prof. de História
Foto: Jadiel Silva


Maéve Oliveira - Estudante de Música/cantora
foto: Katherynne Bezerra

Foto: Katherynne Bezerra

Foto: Jadiel Silva

Jacy Lima - Atriz
Foto: Katherynne Bezerra
Katerynne Bezerra - Jornalista
Foto: Jadiel Silva

Bernardina Araújo - Prof. Mestre em Educação de Gênero
foto: Jadiel Silva



O espaço foi de muito debate, muita troca de experiência e realizado no único espaço democrático de fato A RUA/PRAÇA.

Secretaria da Mulher: "Tem nos ajudado"?



Achar-se situada à margem do mundo não é posição favorável para quem quer recriá-lo.

(Simone de Beauvoir)


            A criação das Secretarias de Políticas Públicas para as mulheres foi uma importante ferramenta para o desenvolvimento de ações voltadas especificamente para essa parcela da sociedade, (diga-se de passagem, maioria da população) nos últimos anos. Mas, como nem tudo é “lilás” estamos vendo a olho nu o sucateamento e desvalorização desses órgãos na maioria das cidades, e, a nossa, com toda certeza não foge a regra.

        Fico “cá com meus botões”, ora, se não havia interesse/compromissos de fato com a boa atuação dessa secretaria quando havia uma secretaria em nível federal, com status de ministério, com carta branca para ouvir a sociedade organizada, imagino o que será daqui para a frente com o faz de conta das “políticas públicas” desse governo golpista, já estamos vendo, cultos evangélicos já estão acontecendo no gabinete (Leia aqui).

foto capturada no site Carta Capital

        A secretaria da Mulher, das cidades em geral, aqui me reporto a Secretaria da nossa cidade, Belo Jardim, precisa entender a necessidade de ouvir as mulheres, a sociedade organizada pelo menos. Precisa entender que, um projeto de intervenção, com ações voltadas para uma melhor qualidade de vida das mulheres têm que perpassar por todas as secretarias, que se faz necessário um grande investimento em capacitação de pessoal. Se faz necessário e urgente, entender que as campanhas pontuais de conscientização não bastam para disseminar o conhecimento dos serviços aos quais as vítimas têm direito. Estas ações deverão ser continuas e em todos os espaços da administração pública.

        Nos causa indignação e perplexidade saber que as mulheres desta cidade, mesmo sendo maioria da população e consequentemente maioria da população eleitoral, não significam nada nessa administração.

        É preciso entender que o bom atendimento às mulheres em geral, e, principalmente às vítimas de violência deve ser a porta de entrada para um mundo de garantia de direitos.


        A crescente violência não acontece só pela falta do efetivo policial, ela soma-se ao descaso com o atendimento às mulheres vítimas de violência. E ainda a falta de informação.