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"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano
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terça-feira, 19 de maio de 2020

Prestando conta!


Ontem (19/05) mais de 35 famílias da região de Serra dos Ventos  foram beneficiadas com o projeto DESAFIO do Centro Cultural Vaca Profana.

O projeto consiste em arrecadar alimentos, material para higiene, máscaras, ração para cães e gatos, para serem distribuídos com a população atingida pela pandemia do Covid-19

O Centro optou por atender, nesta semana, as pessoas que trabalham no restaurantes da região, os quais, por conta das medidas de prevenção (Corona Vírus) encontram-se fechados.

Além dessa categoria, outras pessoas da região foram também beneficiadas com a distribuição de mais de 200 máscaras.

50 quilos de ração foram destinados, 25 a ONG Laika  Vitae e o restante será entregue ao Sr. Inaldo Gouveia, defensor/cuidador da causa animal.

















E o desafio continua! 
De terça a sexta, das 14 as 17 horas, na Rua Dom Luiz nº 72, tem alguém te esperando pra receber a sua doação, e se você não puder ir até lá, entre em contato com o grupo Vaca Profana Facebook , ou pelo telefones (81) 99845.2112  09 99448.1257.




domingo, 26 de abril de 2020

Muito além de Carnaval! Vaca Profana contra o COVID19



O Centro Cultural Vaca Profana, se colocando também, na linha de combate ao Corona Vírus, lança a campanha Desafio Solidário, a qual busca ajudar famílias afetadas pela pandemia do Covid19 na cidade de Belo Jardim.


A ação consiste numa grande corrente onde cada pessoa que é desafiada a colaborar com uma cesta básica ou  com produtos para compor essa cesta básica, material para higienização, máscaras e até ração para animais se aceitar o desafio, doa algo dentro das suas possibilidades e se compromete em desafiar mais 3 ou 5 amig@s. A ideia é mobilizar através das redes sociais o maior numero de pessoas.



De acordo com o pensamento do grupo "muitas famílias estão com a renda comprometida por conta da paralisação de diversas atividades econômicas, em virtude do isolamento social, isolamento esse, medida necessária para o controle da contaminação."

O grupo já vem realizando uma distribuição(pontual) de máscaras de proteção na Serra da Piaca, Vila do Socorro, e alguns sítios do Distrito de Serra do Vento, localização onde reside a professora Adilza Silva uma das fundadoras do grupo, esse material foi adquirido com fundos remanescentes da campanha de arrecadação do grupo para o ultimo carnaval e da produção caseira elaborada por Anna Koscina, também uma das fundadoras do grupo e vem aproveitando o seu tempo de isolamento nessa empreitada.

imagem do google


Todo o material arrecadado sera dividido entre as várias associações que já estão também nesse caminho e têm mapeado as famílias necessitadas.

Todo material poderá ser entregue na Rua Dom Luiz nº 72, São Pedro, de segunda a sexta-feira, das 14 as 18 horas, o grupo também, pode ir recolher o material no local indicado pel@ doador@


É tempo de apoio!
Hoje, quem tem fome tem também pressa e medo. E cada um de nós pode transformar esse momento num momento mais leve, basta nos dar as mãos. querendo ou não, somos tod@s responsáveis!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Quantos decênios mais?



            A Lei 10.639 de 09 de Janeiro de 2003, hoje com 10 (dez) anos, é um marco na História da Educação do país, ela simboliza dois pontos essenciais: o de chegada das lutas antirraciais na escola e o de partida da escola para a renovação da qualidade social da educação brasileira. Ela significa o estabelecer de novas diretrizes e práticas pedagógicas que venham possibilitar o reconhecimento da importância d@s african@s e afrobrasileir@s no processo de formação nacional.


            Esta Lei deveria estar sendo encarada como parte fundamental do conjunto das políticas que vislumbram uma educação de qualidade como direito de tod@s. Desde a sua promulgação, um decênio já se passou e ela ainda não passa de “letra-morta”, (até porque, lei não significa consciência, ela pode apenas provocar essa conscientização.) e isso acontece pelo simples fato da escola ser um campo com sequelas profundas de racismo, e que, podemos dizer, sem medo de errar, “que ela ainda é o maior veículo de comunicação da ideologia branca”, dado que, ainda hoje nos deparamos com livros didáticos trazendo conteúdos de uma concepção positivista da historiografia brasileira a qual só valoriza, feitos e fatos dos brancos escamoteando assim a participação e importância de outros segmentos da sociedade a exemplo, os negros. Sem contar que ainda é muito comum, ver a escola abordando a cultura africana em datas específicas, e o pior, a partir de um olhar folclorizado e pitoresco, tratando-a como simples herança deixada pelos negros e, dando ao europeu a condição de portador de uma cultura superior e civilizada.


            Para que tudo isso possa mudar, duas frentes de batalha deverão ser organizadas, uma composta pel@s profissionais da educação e a outra pelos representantes dos órgãos governamentais.
            A de trabalhador@s da educação porque precisamos entender que a escola precisa mudar, e que essa mudança começa em cada um de nós. Que o nosso fazer pedagógico deve refutar as práticas de discriminação, que o nosso trabalho deve sim ser redefinido e aperfeiçoado, deve passar a conter representações diferentes das já estabelecidas e divulgadas pela tradição. “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática ativismo”.


            Porque precisamos entender que as evidências do processo discriminatório operam sim no sistema de ensino e que elas penalizam diretamente crianças, adolescentes, jovens e adultos negros levando-os a evasão e ao fracasso escolar de fato. Sabe-se hoje, que existe correlação entre o pertencimento etnicorracial e sucesso escolar, indicando, portanto, que se faz necessário uma forte determinação para que a diversidade cultural brasileira passe a integrar o ideário educacional, não como um problema, mas, como um rico acervo de valores, posturas e práticas que devem conduzir ao melhor acolhimento e maior valorização dessa diversidade no âmbito escolar.

            Precisamos nessa frente de trabalho, compreender que o conhecimento da História da África e d@s negr@s poderá contribuir para se desfazer os preconceitos e estereótipos ligados ao segmento afro-brasileiro, além de contribuir para o resgate da autoestima de milhares de crianças e jovens que se veem marginalizados por uma escola de padrão eurocêntrico que nega a pluralidade étnico-cultural da nossa formação.








            A segunda frente, que deverá ser composta pelos representantes dos órgãos governamentais, nessa fase, especificamente por prefeitos no sentido do comprometimento com a criação de um Órgão (coordenação/diretoria/secretaria) para trabalhar a Promoção da Igualdade Racial; por vereador@s que possam apresentar Projetos de Leis para programar, regularizar e aplicar na Rede Municipal de Ensino a Lei nº 10.639/2003; por Secretári@s de Educação que se comprometam em fornecer condições necessárias à aplicabilidade da lei nas escolas e que, possam ainda firmar convênios/parcerias com outras instituições governamentais e não governamentais, para cursos de extensão, especialização... Para @s trabalhador@s em educação sobre a cultura da áfrica e da Cultura Afro-brasileira, e que esses componentes possam ainda incentivar a publicação de material didático que possa vir a dar suporte técnico para a atuação d@s docentes no processo de ensino e de aprendizagem.


            Essas duas frentes com certeza em muito poderá contribuir com o “desmanche” do maior gargalo do sistema educacional brasileiro que como sabemos, reside na qualificação do corpo docente, sobretudo os que exercem o magistério nas séries iniciais e que precisam estar habilitados em trabalhar com essa nova temática, que, por se tratar de uma temática interdisciplinar e não de uma disciplina específica requer muito mais esforço pois a lei determina que os conteúdos referentes a História da África e Cultura Afro-Brasileira sejam trabalhadas no contexto de todo o currículo escolar.


            Por fim, digo que, sem sombras de dúvida a Lei 10.639 representa um grande avanço, pois possibilita a construção de um multiculturalismo crítico da escola brasileira ao tempo em que reconhece uma luta histórica do Movimento Negro no Brasil, no entanto, muito ainda precisa ser feito para que a lei saia do estado de “letra-morta” em que se encontra e venha a viver no fazer de uma educação multicultural contribuindo assim, na construção de uma sociedade justa.


Adilza Cristina da Silva
Professora
Especialista em Programação do Ensino de História
Militante dos Movimentos Sociais
Colaboradora do Projeto Social do Ilê Axé Oyá Ogumtô
Belo Jardim - PE


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"Acorda Amor" - Nós e a Polícia!






"Quase quatro década se passaram desde que Chico Buaque compôs essa música " Acorda Amor" (1974) nela, o compositor retrata a agonia e o temor que a população da época sentia quando a polícia fazia valer o discurso da legalidade".

imagem do google

Acorda Amor retrata uma polícia violenta a qual, enxergava o cidadão, a cidadã brasileira como inimigo número um do Estado, nem podia ser diferente, eram os "anos de chumbo". No entanto, graças ao povo que não foge da luta, esses tempos (onde a polícia era treinada para descer o sarrafo e atirar antes de saber no que ou para que) ficaram no passado, passado esse que não podemos esquecer pelo simples fato de não querê-los de volta. Da luta do povo veio a redemocratização, com ela a Constituição de 1988, conhecida nossa como a Constituição Cidadã, avançamos e essa caminhada tem nos levado para frente sim, no entanto, ao que nos parece, a nossa polícia tem ficado para trás (basta acompanhar os noticiários para ver como ela age) ela não tem acompanhado esses avanços e é por isso que continua a ser vista pela população como perigo e não como agente pacificador (cadê o Amarildo?)...


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Belo Jardim, essa nossa terra de Músicos, Marocas e do Nunca, também tem disso, nas primeiras horas da manhã do último domingo (06/10), o jovem publicitário Marcelo Galvão, foi agredido por policiais quando saia de um bar e se dirigia para casa, como prenda, recebeu um olho inchado e mais de oito (08) pontos na cabeça, dizem que o jovem cidadão, fazendo uso de sua plena cidadania "se meteu" na defesa de algumas pessoas que estavam sendo abordadas indevidamente na localidade, há quem diga também, que esse jovem cidadão se excedeu e desacatou os tais policiais, ora, se isso é verdade, sabemos nós e também a polícia, que DESACATO A AUTORIDADE é crime, e, portanto deve ser punido sim, até com prisão, nunca com socos ou qualquer tipo de violência, até porque, também sabemos que é obrigação da polícia garantir a segurança das pessoas, da sociedade e nunca colocá-las em risco.

Marcelo Galvão -imagem do Blog. Paredão do Povo


A sociedade não pode ficar submetida a uma segurança de faz de conta, de "Pactos Pela Vida" apenas de fotografias de jornais e discursos eleitoreiros.



[...] Você precisa de alguém
Que te dê segurança,
senão você dança,
Senão você dança [...]
(Segurança - Engenheiros do Hawaii)

imagem do google

terça-feira, 18 de junho de 2013



“O grito de Liberdade,vamos ocupar a câmara” é o nome da manifestação que pretende lotar a Câmara de Vereadores de Belo Jardim, no agreste, nesta quinta-feira(20). Os detalhes do protesto foram decididos na noite dessa terça-feira, no sindicato Rural, no bairro de São Pedro.  A ideia dos manifestantes é cobrar mais saúde, segurança, educação, melhores salários e condições de trabalho pros professores.
A concentração do protesto está marcada para às 18h30 na praça do Cassiano. Os organizadores pedem que todos os manifestantes usem camisas na cor branca, para demonstrar que a ideia é promover o evento pacífico. O protesto não tem ligação com partido político e estão proibidas bandeiras e camisas de Siglas partidária.
Outra mobilização foi confirmada na cidade, ainda sem data definida, mas que se chamará, “O Grande Ato”. Neste protesto os belojardinenses tomarão às ruas. Mas o grupo de organizadores vai ser reuni após o evento desta quinta.
O protesto em Belo Jardim vai ser realizado em paralelo com o de Recife e de outros Estados do País. Uma semana antes do protesto, oito vereadores faltaram a reunião da Câmara de Vereadores impedindo a votação de uma solicitação de eleição antecipada da casa.

sábado, 27 de abril de 2013

27 de Abril: Dia da Empregada Doméstica!


Um pouco da história da luta das Trabalhadoras Domésticas em Pernambuco, contada por Lenira Carvalho e publicada hoje (27/04) no Diário de Pernambuco.

Dia da Doméstica com muito o que comemorar Após 40 anos de luta, categoria tem motivos para festejar a data, marcada pela conquistas de direitos como folha de ponto com a jornada definida. No Brasil são 7,2 milhões de ocupados 
Publicação: 27/04/2013 07:00 Atualização: 27/04/2013 07:19 



Lenira Maria de Carvalho, que tem 80 anos e começou no serviço doméstico aos 14 anos, em Porto Calvo, Alagoas, sente orgulho de ter participado das conquistas da categoria. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press .

Abril de 2013. Marco divisório do emprego doméstico no Brasil. São mais de 40 anos de luta até a categoria conquistar a igualdade de direitos aos demais trabalhadores. Sai de cena a servidão. Entra a folha de ponto com a jornada definida. A mudança é emblemática para 7,2 milhões de ocupados no Brasil, país que emprega o maior número de domésticos no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Maior força de trabalho com baixa escolaridade, menor proteção social e baixos salários. Ainda estamos distante dos países desenvolvidos, mas se a PEC das Domésticas sair do papel será um avanço nas relações de trabalho de decente. Hoje que se comemora o dia da Empregada Doméstica, uma homenagem a Santa Zita, padroeira da categoria, é uma oportunidade de mostrar a trajetória dos empregados domésticos que lutaram pela igualdade de direitos. 

Trabalhadoras como Lenira Maria de Carvalho, que completa 80 anos orgulhosa de ter participado das conquistas destes profissionais do lar. A octogenária começou no serviço doméstico aos 14 anos na casa grande, ao lado da mãe, em Porto Calvo, município alagoano. Nos anos 60 migrou para o Recife para trabalhar em casa de família, onde ficou por mais 16 anos. 

Ingressou na Juventude Operária Católica (JOC), movimento da Igreja Católica que combatia a ditadura militar. Inquieta com a situação de servidão do emprego doméstico, Lenira iniciou nos anos 60 a militância, mobilizando as domésticas pernambucanas para a criação da Associação das Domésticas, embrião do atual Sindicato das Domésticas de Recife.

“Estou vendo um filme na minha cabeça. Começamos com dificuldades, fui presa acusada de comunista pelas patroas, mas consegui levar a luta adiante”, relembra. A primeira vitória: a lei 5.859/72, quando a categoria foi reconhecida. Em 1988 a nova Constituição trouxe o direito ao salário mínimo, carteira assinada e proteção previdenciária.

A Emenda Constitucional nº 72 escreve uma nova página na história do emprego doméstico no país. A OIT aponta o Brasil, hoje, como um dos países com legislação mais avançada. Mas reconhece que a África do Sul é a referência global em se tratando de proteção social dos domésticos. O país africano foi pioneiro na fixação da jornada de 45 horas semanais. Lá existe fiscalização do cumprimento da lei e os inspetores visitam os bairros para comprovar se os trabalhadores são registrados.

Outro país citado pelo organismo internacional de proteção ao trabalho é a Tailândia. Desde 2011 está proibido o trabalho doméstico para menores de 15 anos e foi regulamentado o pagamento de horas extras aos domingos. Em Cingapura, os domésticos têm o direito à folga semanal remunerada. Enquanto a Bélgica instituiu um modelo de contrato de trabalho que divide os custos da contratação entre empregador e governo (subsídio), para estimular à formalização. 

Nos países desenvolvidos a legislação protege menos, mas os trabalhadores ganham mais. Em Paris, por exemplo, uma hora de trabalho da diarista custa 
R$ 50. Os londrinos fazem um contrato de 4 horas diárias e pagam R$ 25 por hora. Em Buenos Aires o valor da hora de trabalho é R$ 16. No Brasil, o maior rendimento médio/hora de R$ 4,71 é pago em São Paulo. Recife remunera a hora de trabalho com R$ 2,32. Como vemos, as domésticas têm muito o que avançar

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Políticas Públicas para as Mulheres!



R$ 1.100.000,00 ( Hum milhão e cem mil reais), é o valor do Convênio - 071/2012 -  celebrado entre o Governo Federal e o Governo de Pernambuco. Esse montante se destina a execução do Projeto TRABALHANDO GÊNERO NA EDUCAÇÃO E NA MÍDIA.

R$ 950.000,00 (Novecentos e cinquenta mil reais) é a parte do Governo Federal

R$ 150.000,00 (Cento e cinquenta mil reais) é a contrapartida do Governo de Pernambuco.


Ou seja: O dinheiro das Políticas Públicas para as mulheres em Pernambuco, é do Governo Federal, é do Governo da presidenta Dilma, que é do PT!

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial!




 AÇÃO CONJUNTA DE ENFRENTAMENTO AO RACISMO, A DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA E DE FORTALECIMENTO DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA E AFROBRASILEIRA.

Local: Museu da Abolição
Recife/PE


PROGRAMAÇÃO


14h30 - Abertura

15h - Mesa Redonda: Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades de Matriz Africana e Afrobrasileira
EXPOSITORA: Josilene Brandão Costa
Ministério da Cultura
DEBATEDORAS:
Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco 
Forum Diálogos
Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco

18H - Lançamento do livro: “MULHERES NEGRAS na primeira pessoa”

19h – ENCERRAMENTO E LANCHE

REALIZAÇÃO:

UIALA MUKAJI Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco
Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco
Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras - AMNB

PARCERIAS:

Afoxé Oyá Tokolê
Forum Diálogos
Instituto Social EGBON AYÊ
Instituto Social OXÊ
Representação Regional do Ministério da Cultura
Museu da Abolição
Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco
Secretaria da Mulher/Recife





segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Respeito à Diversidade Religiosa: Caminho para a Paz!

A Intolerância Religiosa é um conjunto de ideologia e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões. Em caso extremo esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição, sendo assim, é definida como crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana, a perseguição religiosa é de extrema gravidade e costuma ser caracterizada pela ofensa, discriminação e até mesmo atos que atentam contra a vida de um determinado grupo.


21 de Janeiro: Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa,(que eu particularmente preferia chamar de Dia Nacional de Combate ao Desrespeito Religioso - sim, porque eu não preciso TOLERAR a religião d@ outr@, eu preciso mesmo é respeitar toda e qualquer religião) a data foi oficializada pela Lei nº 11.635/2007, em homenagem a Sacerdotisa Gildásia dos Santos e Santos, mais conhecida como Mãe Gilda, Ialorixá do Terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador/BA. Mãe Gilda morreu (2000) de enfarte, após ver uma foto sua publicada na Folha Universal da Igreja Universal do Reino de Deus, acompanhada de texto depreciativo sobre sua vida e sua religião. Semanas antes, o terreiro de mãe Gilda fora invadido por evangélicos dessa mesma igreja. A Igreja Universal, responsável pela publicação foi condenada pela justiça a indenizar a família da Ialorixá.


O Brasil, desde 1890 é considerado um país Laico, concretizado pelo Decreto nº 110-A de 07/01/1890, sendo assim, um país que não tem uma religião oficial e ainda, que o Estado deve se manter neutro e imparcial às diferentes religiões. Desde essa data já se passaram 123 anos e ainda assim vimos nos dias atuais representações católicas nas escolas e nos mais diversos departamentos/secretarias dos poderes constituídos que representam o Estado, vimos gabinetes de prefeitos sendo abençoados por padres e missas em ação de graça pelas vitórias eleitorais, nada contra a Igreja Católica, mas, no mínimo, uma representação da diversidade dos grupos religiosos deveriam ser convidados  a fazer esse trabalho, coisa simples mas de resultado grandioso, seria os nossos representantes legais, dando exemplos.

Rede Ecumênica de Juventude
A liberdade de expressão e de culto são assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Ainda assim, os meios de comunicação nos dão conta de que as religiões que mais sofrem o preconceito, a discriminação, perseguição, são as de matriz africana, e isso se dar, acredito, pela falta de informação. Não se defende o que não se conhece!

No meu caminhar, ao longo desses 50 anos, tive o privilégio de frequentar:
* Na minha infância - centros de Umbanda e Jurema com a minha querida avó materna D. Cristina;
* No início da minha adolescência, frequentar aos sábados a Escola Sabatina da Igreja Adventista com a minha querida e saudosa D. Beatriz, foram anos de aprendizado;
* De participar ativamente, na década de 70 de grupos da Juventude Católica (Teologia da Libertação) e tive a honra de conviver com grandes padres a ex: Mário Marangon; Elny Sampaio e Reginaldo Mazzon;
* Na fase adulta de frequentar o Centro Espírita Deus Cristo e Caridade e o Lar Bezerra de Menezes, com a minha mãe D. Carmelita;
* De colaborar com projetos sociais do Ilê Axé Oyá Ogumtô (conhecido nosso como Terreiro de Pai Tota).

No meu rol de amizades estão: candomblecistas; Umbandistas; Juremeiros; Evangélicos; Católicos, Muçulmanos,  Budistas, Espíritas... Com tod@s el@s, aprendo um pouco a cada dia, e esse pouco ajuda-me a seguir um único caminho o do respeito a todas as crenças.


Aproveito a data para saudar em nome de:
Pr. Edson Lima e Pr. Jônatas, tod@s @s evangélicos;
 Aliete, tod@s @s Espiritas;
Pe. Eliseu Santos, tod@s @s Católicos
João Oliveira, tod@s @s muçulmanos;
Neto De Oxum, tod@s @s Juremeiros;
Tota e Júnior Camarim; tod@s @s Candomblecistas;
Waltemir Chaves, tod@s da  religião judaica;

E de dizer, a responsabilidade de vocês é muito grande no combate a intolerância, é preciso ensinar aos seguidores/fiéis que pode-se julgar homens e mulheres por suas ações e nunca pelas convicções religiosas que apregoam!



facebook

Fonte: www.generoracaetnia.org.br
olhosdeoxala.blogspot.com




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

I Encontro de Terreiros de Belo Jardim: Um sucesso!





Cerca de 100 pessoas, entre líderes de terreiros, acadêmicos, líderes do Movimento Sindical, estudantes e simpatizantes das religiões de matriz africana estiveram reunidos no auditório do IFPE no último sábado (08/12) participando do I ENCONTRO DO POVO DE TERREIROS.







O evento, idealizado pelo Ilê Axé Oyá Ogumtô (Terreiro de Tota), que vêm desde 2011 desenvolvendo atividades dentro de um Projeto Sócio-Educativo e Cultural - Oyá Ajanan Omô,  tem como objetivo dar subsídios para a construção de políticas públicas para o segmento, com vistas à proteção, promoção e consolidação de suas tradições, reconhecendo seus mitos, mitologias, simbologias e expressões artísticos-culturais.
Vera Baroni e o babalorixá Tota

A Ìyabassé Vera Baroni, membro da Rede de Mulheres de Terreiros de Pernambuco e membro do CNPIR - Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, convidada para desenvolver o tema central do encontro, palestrando sobre : "Comunidades Tradicionais de Terreiros e os Benefícios da Organização", considerou o evento um grande acontecimento, levando em consideração ser a primeira vez que as comunidades tradicionais de terreiros da cidade se reúnem para debater o assunto, mesmo tendo a cidade em sua história a existência de um Terreiro com mais de 40 anos. "A princípio é um marco para o povo de terreiro, já que esse é o I Encontro, não só de Belo Jardim, mas de toda uma região. Vamos construir parcerias e desenvolver ações juntos", conclui.


Ìyabassé Vera Baroni


Vera Baroni, também lembrou em sua fala, que 2/3 da população belojardinense é auto-definida como preta/parda (Censo/2010), e que assim sendo, se faz necessário que as políticas públicas sejam voltadas para as questões específicas dessa grande parcela da sociedade.





Conceição Silva - Olinda/PE

A organização do evento fez um recorte para a questão de saúde, e a gestora da Coordenação de Saúde da População Negra  da cidade de Olinda, Conceição Silva, fez um relato das experiências exitosas daquela cidade.





Dentre os encaminhamentos aprovados, está a instalação de um Núcleo da Rede de Mulheres de Terreiros de Pernambuco, na cidade, para atuar na região Agreste.
Xirê de boas vindas - créditos: A.C.Silva

Comunidades Tradicionais de Terreiros representadas no I Encontro:
Ariaxé Oxum Opará
Ilê Axé Oyá Ogumtô
Ilê Nagô de Iansã
Ilê Ifá
Ilê Axé Iemanjá Ogumté
Centro de Umbanda Mestre Zé do Beco
Casa de Jurema Caboclo Oxossi
Centro Mestre Tertuliano
Casa de Jurema Mestre Pilão Deitado


mais fotos do evento você vê na nossa página:



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ilê Axé Oyá Ogumtô - Promove!


Participe você também!

Liberdade e identidade religiosa:
Uma questão de cidadania!

1º Encontro do Povo de Terreiros de Belo Jardim!

" Não se revertem estigmas de longa duração por mera formalização de direitos,
 sabemos tod@s. Exigem-se outras medidas:
 conhecer para atuar pode ser uma delas."
Adilza C.Silva



créditos: A.C.Silva - 6º Encontro de Mulheres de Terreiros


O Ilê Axé Oyá Ogumtô,  realiza neste sábado 08/12, das 08h00 às 17h00, 
no auditório do IFET (Antigo Colégio Agrícola)



 O I ENCONTRO DE POVO DE TERREIROS DE BELO JARDIM.







Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, com suas bases fundamentadas nas religiões de matriz africana, e o objetivo  é o de aproximar o Estatuto da Igualdade Racial das práticas cotidiana. O Estatuto, aprovado desde 2010, expressa legitimas demandas da população negra e se constitui num importante instrumento para que as desigualdades raciais sejam abordadas em diferentes níveis de governo.

créditos: A.C.Silva



Cumprir as obrigações desta Lei exige, entre outras medidas, a capacitação também da população, de modo a alterar padrões culturais arraigados, os quais só têm ao logo dos tempos provocado a violência.  É preciso conhecer para poder atuar!







Ilê Axé Oyá Ogumtô

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

08h00 - Credenciamento e entrega de material;

09h00 - Boas Vindas (Abertura Religiosa)

09h30m - Abertura Política do Evento
* Apresentação do Grupo de Trabalhos do Ilê Axé
* Objetivos do evento e apresentação da pauta.



10h00 - Palestra;
Tema: Comunidades de Terreiros e os Benefícios da Organização Social.
Palestrante: Vera Baroni
Membro do Conselho Nacional da Promoção e Igualdade Social - CNPIR e Membro da Rede de Mulheres de Terreiro de PE

11h00 - Debate

12h00 - Almoço

13h30m - Início dos Trabalhos em Grupo
* Comunidades Tradicionais de Terreiros e o Acesso as Políticas Públicas
Coord. Conceição Silva - Sec. Saúde da Prefeitura de Olinda;
* Os Terreiros e a cidade: Diretrizes para as políticas públicas.
Coord. Adones Valença - Prof. História e Dir. Cultura do SESC 
* Controle Social: Paridade entre o Povo e o Estado.
Coord. Adilza C. Silva - Prof. especialista em Prog. do Ensino de História, ativista das causas sociais.

15h00 Plenária final para sistematização das propostas;
15h30m - tribuna Livre e encaminhamentos
16h00 - Xirê de Encerramento


Inscrições: accgclio@gmail.com