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"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano

domingo, 3 de julho de 2011

Nosso título!



A nossa festa de Redenção, conhecida também como festa das Marocas, foi reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco, após a aprovação do Projeto de Lei nº 964/09, de autoria do Deputado Augusto Coutinho, na Assembléia Legislativa, e sancionada pelo Governador do Estado, transformado na Lei 13.843 em agosto do mesmo ano.

O deputado justificou seu pedido com o seguinte argumento:

"... atualmente o evento, que conta com o apoio da municipalidade, trás inúmeras manifestações culturais, sendo considerada a PRINCIPAL ATIVIDADE CULTURAL DA CIDADE E DA REGIÃO..."


Portanto, Jô, é verdade sim, a Lei 13.843 de 14/08/2009 (repetindo), transforma a nossa festa em PATRIMÔNIO CULTURAL E IMATERIAL DE PERNAMBUCO. Título este, somente concedido, a eventos cuja dimensão cultural e econômica já ultrapassou os limites regionais, a exemplo do Carnaval de Olinda e do Galo da Madrugada em Recife.




O que nos resta é fazer juz ao título!






(Fundadoras da festa na década de 70)

Patrimônio Cultural e Imaterial!




Até 1988, era considerado Patrimônio Cultural e Histórico, apenas o que é MATERIAL, ou seja, o que podemos tocar: escultura, igrejas, quadros...

O novo entendimento que a Constituição Federal de 1988 vem dar, é o de que, tudo que fortalece a identidade de um povo deve ser tratado como Patrimônio Cultural, e portanto, o que está no imaginário popular deve sim ser considerado como tal, a exemplo dos valores, das tradições e dos costumes herdados do passado e reapropriados no presente os quais resgatam e fortalecem esses
laços com a identidade de uma população.

Neste caso: o patrimônio cultural é considerado IMATERIAL.

Desde então Patrimônio Cultural para a ser o conjunto de todos os bens materiais e imateriais, que pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo.

" É a nossa herança do passado, com a qual vivemos o hoje e que passaremos para as gerações do futuro." É esse circulo virtuoso que ajuda toda uma população a valorizar a localidade em que vive.


As festas religiosas e profanas;
Danças e folguedos
comidas típicas...

Podem ser consideradas Patrimônio Cultural e Imaterial de um lugar!

As polêmicas da Festa de Redenção!


Nunca pensei que ao publicar a programação da 41ª Festa de Redenção fosse causar tanta polêmica. Pois é, me renderam mais de 40 e-mails. Uns reclamam da programação que é chinfrim, outr@s do descaso dessa administração com o evento, outr@s tant@s de uma tal comissão que foi composta de última hora sem nenhum poder de deliberação, e uma maioria considerável se dizendo decepcionada comigo por ter divulgado aqui neste blog a tal da programação. Muitos também questionando a veracidade do título da festa: Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco.

Separei os e-mails em três blocos temáticos e aqui, vou tentar responder/justificar, cada um:

a) O que é Patrimônio Cultural e Imaterial;

b) A veracidade do título para a nossa festa;

c) o que eu penso do tratamento que o evento vem tendo nos últimos anos.

Espero corresponder as expectativas.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Plano do PT é priorizar candidaturas próprias!


Se em 2010 foi tudo pela Dilma, em 2012 vai ser tudo pelo PT. É o que tem dito o presidente nacional do partido, Rui Falcão, sobre a estratégia eleitoral para as disputas municipais do ano que vem. Segundo o Portal IG, em reunião realizada em Brasília, a executiva nacional do PT traçou um plano de trabalho para as eleições de 2012.


“Não existe mais a imposição de partir de objetivos que tínhamos em 2010 que eram eleger a Dilma, ter a maior bancada na Câmara e aumentar o número de senadores da base aliada para não passarmos as dificuldades do governo Lula. Tivemos que abrir mão de muita coisa. Agora a prioridade é o crescimento do partido”, disse o secretário nacional de Organização, Paulo Frateschi.
(Foto: AE)


Escrito por Magno Martins

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Redenção: "Festa das Marocas"


A 41ª Festa de Redenção de Belo Jardim, no Agreste, tem tudo para repetir o sucesso das edições anteriores. Isso porque, entre os próximos dias 7 e 12 de julho, mais de trinta atrações vão fazer a alegria do público no Pátio de Eventos da cidade.

Considerada Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, o evento, mais conhecido por ‘Festa das Marocas’, encerra o calendário junino de todo o estado. Essa história de sucesso e tradição foi iniciada por três vizinhas belojardinenses, na década de 70, que idealizaram o 1º ‘Forró de Redenção’, em alusão à novela homônima. A brincadeira ganhou fôlego e fama e rendeu ao trio o apelido de fofoqueiras ou ‘marocas’, como eram chamadas as personagens do folhetim exibido na extinta Rede Tupi.

Este ano, a organização prevê que mais de 100 mil pessoas passem pelos polos cultural e principal durante os seis dias de festa. Entre as atrações mais aguardadas, estão os shows das bandas Forró do Muído, Geraldinho Lins, Banda Aquarius, Cezinha, Mel com Terra e Cavaleiros do Forró.

Confira na íntegra a programação:

Palco Principal (Pátio dos Eventos)
08/07/2011 - Sexta-feira /A partir das 22h
Biu Candirú e Banda
Novinho da Paraíba
Banda Forró da Pegação

09/07/2011 – Sábado/ A partir das 22h
Savinho
Tom Oliveira
Geraldinho Lins
Banda Gaviões do Forró

10/07/2011 – Domingo/ A partir das 22h
Arlindo dos 8 baixos
Banda Aquarius
Banda Mel com Terra

11/07/2011 - Segunda-feira / A partir das 22h
Banda Detonautas do Forró
Gêmeos Sertanejos
Cezinha
Banda Forró do Muído

12/07/2011 - Terça-feira
16h - Lavada do trio Asas da América com Ed Carlos
Banda Cavaleiros do Forró

Corredor Cultural (Av. Siqueira Campos)

07/07/2011 – Quinta-feira/ A partir das 20h
Quadrilha Soró Sereno
Quadrilha As Katraias
Banda Laços de Mel
Trio de Pé da Serra

08/07/2011 - Sexta-feira

05h - Café da Manhã
Apresentações dos Bacamarteiros de Santa Luzia
Banda de Pífanos
Sanfoneiro
Quadrilha Junina
18h - Chegada do Trio e Banda Asas da América na Cohab I
20h - Homenagem às fundadoras da festa na Rua João Pessoa (Calçadão)

09/07/2011 – Sábado/A partir das 18h

18h - Banda de Pífano
19h – Grupo cultural Noss’Art
19:30h - Grupo de percussão Lata Orgânica
20h - Quadrilha Balançadrilha
20:30h - Banda Reflexo do Forró

10/07/2011 – Domingo/A partir das 15h
15h - Desfile de Quadrilhas e Carroças de Burro Decoradas (Concentração em frente ao Colégio Bento Américo) – Custo de Premiação para escola vencedora
16h - Boi da Gente (Concentração na Rua João Pessoa)
17h - Maracatu Belos Tambores
17:30h - Coco do Sítio Palha
18h - Carlos Eduardo do Sax
18:30h - Quadrilha Chapéu de Couro
19h - Banda Feira de Mangaio

11/07/2011 – Segunda/A partir das 18h
18h - Grupo de Dança “Flor do Mamulengo”
19h - Peça Teatral “Lampião entre o céu e o inferno”
19:30h - Quadrilha Lumiar de São Bento do Una
20h - Ianka do Sax
20:30h - Siriri de Água Fria
21h - Banda Virgulados


Pollyanna Batista

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hoje é dia de Valentina!


Olha pro céu meu amor!
Vê como ele tá lindo.


Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo.


Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o teu coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João.

Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração.



"...Menininha do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção..."



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fala Teresa Leitão!


Reeleição da Mesa Diretora - PEC 01/2011
Deputada Teresa Leitão


'A partir do momento em que eu tiver mais de uma reeleição deixarei de ser um presidente para ser um monarca'. George Washington

1. Breve histórico

No final de maio começou a circular na Assembleia Legislativa a informação de uma possível articulação entre alguns parlamentares visando alterar a Constituição Estadual para garantir mais uma reeleição para a mesa diretora. Isso significa também a possibilidade de uma terceira reeleição, portanto, um quarto mandato, para os atuais presidentes e o primeiro secretário.

Com grande celeridade a Proposta de Ementa à Constituição (PEC) ganhou autoria, entrou extra-pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), destinou-se relator e por pouco não foi votada no mesmo dia na comissão e no plenário.

O tempo regimental leva a votação para a reunião da CCJ em 21 de junho, depois antecipada para 17 de junho, incluída uma emenda à PEC com o objetivo declarado de aperfeiçoamento.

A rigor o tempo regimental seria usado exatamente para o aprofundamento, discussão, definições, conhecimento mais amplo da proposta.

Não foi isso que se viu. Desde 31 de maio a Casa do Povo sangra abertamente, face às suas próprias contradições. Jornais, blogs, rádios, editoriais, entrevistas, bate e rebate. E com qual conteúdo? Que bom se fosse uma matéria estratégica para nosso estado, para nosso povo. Que bom se fosse uma matéria a nos exigir articulações com a sociedade, a exercitar o bom combate, a elevar o parlamento na nossa missão de usar a tribuna para o anúncio, para a denúncia como tantos antes de nós o fizeram. Que bom seria se fosse uma matéria inspirada no ideário do patrono da Casa, o abolicionista Joaquim Nabuco.

Mas não é. O conteúdo é pequeno, restrito ao internismo do colegiado e, se virou notícia, infelizmente não foi pela nobreza do conteúdo, mas pelo absurdo da iniciativa. Mexer na Constituição Estadual, lei maior do estado, exige, além de real interesse público, respeito ao instituído e cuidado com o instituinte. É sempre bom lembrar os princípios constitucionais da impessoalidade, razoabilidade e proporcionalidade.

Este episódio inevitavelmente nos remete as duas outras emendas constitucionais sobre o mesmo tema. A de nº 23, de 09 de março de 2004, que instituiu a reeleição em uma mesma legislatura e a de nº 29, de 14 de junho de 2007, que retornou a proibição da reeleição para a mesa diretora.

A quem interessa essa demonstração de tanta instabilidade? O que transmitem para a sociedade tais posições senão a de provocar a insegurança jurídica em assuntos constitucionais?

Vejam, por exemplo, o Poder Executivo. De 1988 a 1997 vigorou a inexistência da reeleição, que passou a ter vigência a partir de 1998 e mesmo assim para uma só vez. Somente agora, treze anos depois, se cogita mudar o procedimento no bojo da reforma política.

Da mesma forma no Poder Judiciário não há reeleição e não se cogita mudar a regra. Quebra, pois, em Pernambuco o princípio da simetria entre os poderes. É por esta e outras que se ouve tantas reclamações sobre a fama de ?patinho feio? do Poder Legislativo. Vai se transformar em cisne belo e altivo? Depende de nós.


2. Do voto

Face ao exposto votarei contra a PEC, mesmo que o relator faça opção pela emenda apresentada e defina por um substitutivo.

Na CCJ, da qual sou titular, vota-se pela constitucionalidade dos projetos e pelo mérito. Acho que por isso ela não é apenas Comissão de Constituição. É também de Justiça. É um indicativo para que o legislador não se atenha só à norma, mas amplie seu olhar para os princípios sobre os quais ela repousa. Para o mérito constitucional, portanto. E realço no mérito, a forma, o conteúdo, as motivações, as justificativas e as consequências da PEC.

Alguns estão alegando que a emenda sanaria a questão uma vez que limita a reeleição e apresenta critérios para tal, corrigindo qualquer vício de inconstitucionalidade. Chamo atenção, no entanto, para o art. 3º da referida emenda que põe por terra o que poderia ser uma boa alternativa de unidade para a Casa.

O Artigo 3º desmonta tudo, na medida em que coloca na excepcionalidade a atual mesa diretora, incluídos os cargos de presidente e primeiro-secretário em gozo do terceiro mandato e adquirindo o ?direito? de ir para o quarto mandato.

Desrespeita-se, pois, de uma só vez os princípios da impessoalidade (a emenda é claramente destinada a pessoas específicas), da razoabilidade (a emenda permite quatro eleições consecutivas e em democracias isso não é razoável) e da proporcionalidade (a emenda desconhece a existência de colegiado, de coletivo para se fixar em uma única força).


Politicamente, a mensagem é de perpetuação do poder e como diz o poeta ?infinito enquanto dure? só mesmo o amor.


3. À guisa de conclusão

Vou ganhar, vou perder? Já me preocupei mais com isso e é claro que gostaria de ganhar. A esta altura, com o ambiente de insegurança e indefinições na Alepe, ganhar não vai significar vitória para ninguém. Alguns dizem, daqui a um tempo ninguém se lembra, só os analistas políticos. Triste verdade, a revelar a desimportância do Poder Legislativo. Logo o Legislativo, símbolo maior da pluralidade política, da diversidade partidária, do ideário republicano. Logo o Legislativo, uma das expressões do Estado democrático de direito, casa do povo, caixa de ressonância da sociedade.

É um triste episódio. Deixará marcas a mostra e marcas não reveladas. Desejo, veemente, que não se mate de vez o cisne que um dia, quem sabe, pode aflorar do patinho feio...

Fonte: www.teresaleitao.com.br