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BELO JARDIM, NE/Pernambuco, Brazil
"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Utilidade Pública!


Campanha pelo fim da violência contra as mulheres

A edição 2009 da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres começou nesta sexta-feira (20), em todo o país, com o objetivo de sensibilizar a sociedade e o Estado para o enfrentamento do problema e, conseqüentemente, o desenvolvimento de novas medidas e políticas públicas de defesa integral dos direitos das mulheres. A campanha, que vai até 10 de dezembro, é iniciada no Dia Nacional da Consciência Negra como forma de destacar a dupla discriminação por que passam as mulheres negras brasileiras.

Este ano, o tema da Campanha 16 Dias de Ativismo é focado nas chamadas violências “sutis”, ou seja, atos de violência moral, psicológica e de controle econômico e de sociabilidade, entre outros, considerados “normais” ou “naturais” por estarem arraigados na cultura e porque, muitas vezes, não são direta ou claramente percebidos como violência pela sociedade e pelas próprias mulheres vitimadas. Com o slogan “Uma vida sem violência é um direito das mulheres. Comprometa-se. Tome uma atitude. Exija seus direitos”, a campanha aborda a responsabilidade de toda brasileira e todo brasileiro no reconhecimento, na prevenção e na erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres.

A violência contra as mulheres é um fenômeno que atinge pelo menos uma em cada três mulheres, adolescentes e meninas no mundo, segundo dados do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem/2009). De acordo com pesquisa promovida em 2002, pela Fundação Perseu Abramo, no Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada pelo marido ou companheiro.

A diretora-executiva da AGENDE e coordenadora nacional da Campanha, Marlene Libardoni, observa que a violência sofrida pelas mulheres – seja ela “sutil” ou direta – resulta em danos inestimáveis às mulheres vitimadas. “A dor não é apenas pela violência ao corpo, pela dor física. É uma dor de alma, de espírito, de agressão à dignidade pelos constrangimentos causados pelo agressor”, afirma.

MULHERES NEGRAS – O cenário de discriminação e violência contra as mulheres negras brasileiras é ainda mais impactante. Na área da saúde, por exemplo, pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro – realizada entre os meses de julho de 1999 e março de 2001 com 10 mil mulheres entrevistadas imediatamente após o parto – revelou que 11,1% das negras não receberam anestésicos. O percentual é maior que o dobro do índice aferido para as mulheres brancas que não foram anestesiadas (5,1%). A diferença foi verificada em hospitais públicos e privados, inclusive quando brancas e negras pertenciam à mesma classe social e tinham o mesmo nível de escolaridade.

De acordo com o dossiê “Aborto: Mortes Preveníveis e Evitáveis”, produzido em 2005 pela Rede Feminista de Saúde – que analisou as mortes por aborto relacionadas à raça/etnia em todo o país, no período de 1999 a 2002 – a Razão de Mortalidade Materna (RMM) por aborto, para mulheres negras (pardas e pretas) foi de 11,28/100 mil nascidos vivos; isto é, duas vezes maior que a RMM para as mulheres brancas (de 5,42/100 mil nascidos vivos).

“Dados como esses demonstram claramente que as mulheres negras brasileiras, além da discriminação que sofrem no mercado de trabalho e em outros segmentos sociais, são ainda mais vitimadas que as brancas porque, inclusive, estão expostas a um maior risco de morte”, destaca Marlene Libardoni. “Na área da saúde, as negras também sofrem de ‘violência institucional’, uma vez que recebem, em relação às brancas, menos atendimento, atenção e acolhimento dignos e respeitosos por parte de agentes públicos”, acrescenta a diretora-executiva da AGENDE, que desde 2003 coordena, no Brasil, a Campanha 16 Dias pelo Fim da Violência contra as Mulheres.



DATAS-MARCO DA CAMPANHA



  • 20 de novembro (início da campanha no Brasil) – Dia Nacional da Consciência Negra

  • 25 de Novembro (início da campanha em âmbito internacional) – Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres

  • 1º de dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a Aids

  • 6 de dezembro – Dia Nacional de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres / Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá) / Campanha do Laço Branco

  • 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

20 de novembro - Consciência & Reflexão!



"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra"
(Bob Marley)




"O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se basta a simples reflexão."
(Machado de Assis)



Políticas Afirmativas!


No Brasil, iniciamos há poucos anos um conjuto de políticas públicas afirmativas voltadas às populações de origem afrodescendentes.

Há todavia, muita hipocrisia e resistência a tais políticas, notadamente expressa pela mídia conservadora e outros setores da sociedade. Pricipalmente no que se refere as cotas para negr@s nas Universidades Públicas!

Ações que visam colocar em prática essas políticas afirmativas:

1. Criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial;

2. Conferências da Igualdade Racial - Conapir;

3. Assinatura do Decreto n° 4.885, de 20/11/2003, que dispõe sobre a composição, estruturação, competências e funcionamento do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial:


Saiba mais, acesse:

www.presidencia.gov.br/seppir

Dia Nacional da Consciência Negra - Os números!


Apesar dos avanços no mercado de trabalho, a situação continua ainda muito desfavorável aos negr@s. Segundo o Dieese, a população afro-descendente ganham de 50 a 70% menos que @s demais trabalhador@s. Embora essa diferença venha caindo nos últimos anos, ela só será zerada em 2029, se o ritmo de redução das desigualdades continuarem os mesmos.

Em relação aos cargos de chefia, segundo o Instituto Ethos, apenas 3,5% são ocupados por negr@s.

Os números dos bancos são ainda mais estarrecedores. Segundo o relatório social da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) de 2007, @s negr@s representam apenas 2,4% do quadro funcional em todo país.



"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem, ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e se podem aprender a odiar,podem ser ensinadas a amar."
(Nelson Mandela)

Dia Nacional da Consciência Negra!

20 de Novembro!


Celebramos nesta data uma História de luta pela liberdade e contra a exploração da sociedade escravista brasileira que nos deixou como legado uma história de exclusão. Sociedade que não incorporou @s negr@s libert@s e que cujo mercado de trabalho, substituiu em grande medida e sem parcimônia a mão-de-obra escrava pelos imigrantes europeus.

Hoje, apesar da metade da população ser afro-descendente, ela não ocupa o mesmo espaço social, econômico nem tampouco na política brasileira.

Embora uma cultura negra tenha resistido de forma heróica e quase silenciosa, a cultura nacional tentou encobrir as diferenças e esquecer o peso do passado.

"Agora somos todos iguais" ou "Quem se esforçar pode chegar lá".

Essas falas ignoram as condições desiguais da população negra para disputar de igual para igual com o restante da sociedade.

Uma Homenagem! Zumbi dos Palmares!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Talento Reconhecido!


Experiências e experimentações artísticas que compõe a obra de arte em uma vida*

Minhas primeiras experiências e experimentações artísticas foram na infância. Lembro-me de ter "o meu jeito de desenhar", sem me importar com os decalques comuns e incentivados por professores e colegas na época. Era o "meu jeito de me expressar", potencializado pela presença constante de uma figura definitiva em minha formação, Maria José de Almeida Rufino, minha mãe e amiga. Inquietações artísticas fazem parte do que é hoje a artista, e é esse movimento de inquietações que movimentam o processo de constituição da técnica com adesivos em painéis figurativos.

Influências como a expressividade da Xilogravura e do compromisso social na obra de Cândido Portinari, ou Matisse em sua técnica "desenhando com tesouras", vão constituindo parte de um olhar pessoal lançado sobre realidades de forma subjetiva.
No decorrer de minha trajetória fui conhecendo e encontrando apoios fundamentais para minha formação, que me fazem refletir sobre o processo de construção da obra como um todo, no sentido que cada pessoa que passa por minha vida e deixa uma contribuição humana, é considerada por mim parte do todo que me compõem enquanto artista e pessoa, uma artista com mil olhares.

Portanto nesse espaço quero agradecer todos os incentivos que foram e são de grande importância, acredito que somos um em muitos olhares é que no contato com o outro vamos humanizando-nos, portanto existem muitos que fazem parte desse trabalho. Nas figuras da educadora Márcia Alaíde e seu esposo Edmilson Regis, agradeço a confiança depositada, que só fez a diferença nas primeiras experimentações com adesivo. Ao professor Aécio D’ Silva fundador da AQUA-University International e Ad. Professor da Universidade do Arizona-USA, que através de sua visão sistêmica, pode enxergar minha individualidade artística dentre a pluralidade do contexto, meu eterno agradecimento. Ao colunista do MyBeloJardim (http://mybelojardim.com) Salomão Soares, diretor da Rise Internacional em Angola, que através de seus artigos, foram meus olhos naquele país.

Ao SESC, FECOMERCIO e a todos que tanto têm apoiado a divulgação do meu trabalho. No decorrer de minha trajetória fui conhecendo e encontrando apoios fundamentais para minha formação, que me fazem refletir sobre o processo de construção da obra como um todo, no sentido de que cada pessoa que passa por minha vida deixa uma contribuição humana, e é considerada parte do todo que me compõe enquanto artista e pessoa, uma artista com mil olhares.

O convite do professor Aécio D’ Silva para expor nos Estados Unidos surgiu após ele conhecer alguns dos meus trabalhos artísticos e assim foi nascendo a ideia da temática que configura o trabalho sobre a reconstrução de Angola hoje. O Professor apoia e ajuda ativamente a RISE Internacional, organização humanitária que trabalha na reconstrução desta nação africana após 27 anos de guerra civil. A brutal guerra destruiu toda a infra-estrutura econômica, educacional, hospitalar e de serviços básicos no país. Angola conta hoje com esse apoio da RISE Internacional na construção de suas escolas rurais.

Atualmente, graças a esta organização, mais de 50.000 crianças estão tendo acesso a escolas decentes. O desafio ainda é imenso, pois milhões de crianças, adolescentes e adultos padecem sem o mesmo acesso. A minha contribuição será reverter parte da renda das exposições que vão acontecer neste ou no próximo ano nos Estados Unidos para essa causa social.

Mas todos podem fazer a sua parte. Visite e faça sua contribuição no Site da Rise International: www.riseinternational.org
Para mais informações sobre meu trabalho, visite: mybelojardim.com



*Relato da artista plástica Oswaldyene Almeida Rufino, prof° do Projeto Habilidades de Estudos do SESC LER de Belo Jardim - PE

http://www.sesc.com.br/jornalsescbrasil/nov09/talento_da_casa/talento01.html