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"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dilma Roussef - Rompendo preconceitos!


Por: Marcelo Semer
De São Paulo (SP)

Dia primeiro de janeiro de 2011, o país assistiu a cena até então inédita: uma mulher recebendo a faixa de presidente da República e passando em revista as tropas militares.

Enquanto o Brasil parava para ouvir o discurso de Dilma, parte dos twitteiros que acompanhavam plugados à cerimônia, se deliciava fazendo comentários irônicos e maldosos sobre a primeira vice-dama, Marcela Temer.

Loira, jovem e ex-miss, a esposa de Michel Temer virou imediatamente um trending topic.

Foi chamada de paquita, diminuída a seus atributos físicos e acusada de dar o golpe do baú no marido poderoso e provecto. Tudo baseado na consolidação de um enorme estereótipo: diante da diferença de idade que supera quatro décadas e uma distância descomunal de poder, influência e cultura, só poderia mesmo haver interesses.

Essa é uma pequena mostra do quanto Dilma deve sofrer para romper as barreiras atávicas do preconceito de gênero, ainda impregnadas na sociedade.

Se não fosse justamente pela superação dos estereótipos, aliás, Dilma jamais teria chegado aonde chegou.

Mulher. Divorciada. Guerrilheira. Ex-prisioneira. Quem diria que seria eleita para ser a chefe das Forças Armadas?

Superar estereótipos é o primeiro passo para romper preconceitos.

O exemplo de Lula mostrou, todavia, como sua tarefa não será fácil.

O país aprendeu a conviver com a sapiência de um iletrado retirante, mas os preconceitos regionais e o ódio de classe não se esvaziaram tão facilmente. A avalanche das "mensagens assassinas", twitteiros implorando por um "atirador de elite" na posse, só comprova o resultado alcançado pelo terrorismo eleitoral.

Dilma sabe dos obstáculos a vencer e é por este motivo que iniciou seu discurso enfatizando o caráter histórico do momento que o país vivia, fazendo-se de exemplo para "que todas as mulheres brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher".

Em dois discursos recheados de assertivas e recados, não faltou uma lembrança emocionada a seus companheiros de luta contra a ditadura, que tombaram pelo caminho.

Mais tarde, receberia pessoalmente suas ex-colegas de prisão. Não esqueceu das "adversidades mais extremas infligidas a quem teve a ousadia de enfrentar o arbítrio". Não se arrependeu da luta, justificando-se nas palavras de Guimarães Rosa: a vida sempre nos cobra coragem.

Mas, mulher, adverte Dilma, não é só coragem, é também carinho.

É essa mulher, misto de coragem e carinho, que seu exemplo espera libertar do jugo de uma perene discriminação.

Discriminação que torna desiguais as oportunidades do mercado de trabalho, que funda a ideia de submissão, e que avoluma diariamente vítimas de violência doméstica, encontradas nos registros de agressões corriqueiras e no longo histórico de crimes ditos passionais, movidos na verdade por demonstrações explícitas de poder, orgulho e vaidade masculinas.

Temos um longo caminho pela frente na construção da igualdade de gênero.

Nossos tribunais de justiça são predominantemente masculinos, porque os cargos de juiz foram explícita ou implicitamente interditados às mulheres durante décadas. Houve quem justificasse o fato com as intempéries da menstruação e quem estipulasse que professora era o limite máximo para a vida profissional da mulher.

Nas guerras ou ditaduras, as mulheres além dos suplícios dos derrotados, ainda sofrem com freqüência violências sexuais, que simbolicamente representam a submissão que a vitória militar quer afirmar.

Mulheres são maioria nas visitas semanais de presos. Mas quando elas próprias são encarceradas, as filas nas penitenciárias se esvaziam. Com muito sofrimento e demora, sua luta é para garantir os direitos já conferidos a presos homens.

Sem esquecer as incontáveis mulheres de triplas jornadas, discriminadas pela condição quase servil de dona de casa, que se obrigam a cumular com suas tarefas profissionais e maternas.

Que a posse de Dilma ilumine esse horizonte ainda lúgubre de preconceito, no qual os estereótipos da mulher burra, submissa e instável, predominam na sociedade.

E que, enfim, possamos aprender, com as mulheres, a respeitar sua igualdade e suas diferenças.

Pois, como ensina Boaventura de Sousa Santos, elas, mais do que ninguém podem dizer: "Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza. Temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza".

Façamos, assim, de 2011, um ano mulher.


Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal!


Tempo de refletir! tempo de renascer!

Tudo muda, (queiramos ou não), nada é estável, e está abert@ a este ciclo renovador da vida, a partir de nós mesmos, é optar pela felicidade, pela paz... pela harmonia!


Não está (ou não querer está) abert@ à estas mudanças, é retroceder, pois toda rigidez se fecha em torno de saberes relativos desprezando as perspectivas que a diversidade, acessível pelas vias da flexibilidade mental pode proporcionar.
Esse dia de tanta festa nos ajuda como reflexão para o renascer de cada um/a de nós.
E só renasce a pessoa que desperta para uma compreensão mais larga de si mesma!
Só renasce, quem compreende as mudanças que necessita efetivar!
Renascem as pessoas, que, inusitadamente recebem o socorro do abraço amigo, e ainda, que não nega esse abraço.
Renasce, quem encontra tempo para refazer planos, reconsiderar os equívocos, e, quem assim age, retoma o caminho de uma vida feliz!

Que o dia de Natal, seja um anjo anunciador dessas mudanças!
E que 2011 seja marcados por muitas vitórias!
Esse é o meu desejo e o desejo da minha família!

Adilza, Bruno, Camila, Thiago, Maria Eduarda e Valentina



Feliz Natal. Feliz Ano Novo!


Amigos e Amigas
Eu poderia, nesta mensagem, falar na primeira pessoa, de sobrevivência e de vitórias.
Mas não.
Pois se não fossem tantos, a família, os amigos conhecidos e os anônimos também; não fossem as mãos habilidosas dos que operaram e cuidaram e a atividade ruidosa de uns, silenciosas de outros, não teria havido sucessos a comemorar.
Que seja então no plural, no generoso e amplo e coletivo plural, que eu diga:
No novo ano em que nosso Brasil há de iniciar uma nova etapa na integração da brava gente brasileira seremos ainda mais felizes, livres, solidários e iguais.
Feliz Natal
Feliz 2011
Pedro Eugênio
Deputado Federal - PT/PE

Mensagem de Natal

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O meu desejo para você!



É o que desejo a você, quem, vez por outra, dá uma olhadinha nesse blog!

Que 2011 seja para todos nós, um ano de conquistas!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sem querer ser repetitiva... é sendo!


Retirada dos "bolos de noiva" do calçadão! (terça-feira - 07/12/2010). Pois é, pra retirar as manilhas que davam sustentação àqueles "monumentos" foi preciso toda essa parafernalha de equipamentos inclusive guindaste.

E tudo isso por que? Porque a entrada da rua é fechada - por lá nem entra nem sai!

E isso ai não foi nada. passaram o dia inteiro nessa labuta. Não havia necessidade de correr, de ter pressa...
Agora imaginem uma emergência nesse local!
Uma Maca com pessoa doente para ser socorrida;
Um incêndio no local e o carro de bombeiros sem poder entrar!
Um enterro a gente já presenciou, um caixão tendo que passar por cima dos canteiros!

Falta de avisos não foi, denunciamos isso desde o início.
Agora vai o nosso conselho: Já que estão fazendo uma nova reforma, aproveitem o momento e refaçam também a entrada. Vamos adequar as contruções da Prefeitura à Lei de Acessibilidade.
Isso é justo! Isso é Legal! Isso é obrigação!