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BELO JARDIM, NE/Pernambuco, Brazil
"... O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar..." Paulo Freire Educador pernambucano

domingo, 3 de julho de 2011

Na "Terra do Nunca" vive-se de ilusão!

Vivemos atualmente, em Belo Jardim, a Administração da "Clipagem" - processo de selecionar notícias em jornais e outros meios de comunicação, geralmente impressos, para resultar num apanhado de recortes que possam demonstrar um suposto sucesso - joga-se um monte de meias verdades e até mentiras maquiadas nos jornais de grande porte e uma assessoria de imprensa coleciona-os e joga para a população como grande feitos. Isso surte um efeito bom para fora da cidade, porque aqui, a gente sabe onde o sapato aperta e faz o danado do calo.


Como será que isso acontece? Pois é fato que Belo Jardim está cotidianamente sendo notícias no Jornais de Pernambuco: é simples,

[1] "... há uma tendência cada vez menor nas redações para o conflito. Não no sentido de um jornalismo raivoso e excessivamente combativo, mas falta aos jornalistas à compleição pelo questionamento, pela investigação e pela dúvida. Com raras exceções, o que se ouve é o que se publica. Parece existir um receio de bater de frente contra as fontes. E é nesse jornalismo burocrático que as assessorias encontram uma preciosa brecha para emplacar suas sugestões e até textos prontos."

O texto que antecede a programação da Festa de Redenção, tão criticado por vocês por ter sido publicado aqui neste blog, faz parte desse processo e trás consigo essa função, e, cá pra nós, está correto, pois quando a gente quer vender um produto, bota nele as melhores qualidades e ele não passa disso: informação para venda!

E tenham certeza, não compactuo com esse fantástico mundinho que estão criando pra nós na base da propaganda, no entanto, me acho no dever de divulgar a Programação de uma festa que está acontecendo na minha cidade, se a programação é fraca, aí já são outros quinhentos.

Agora, se vocês ficaram chocados com o texto da programação, imagino que poderão até vomitar lendo este:

[2] "... A Festa das Marocas, também conhecida como Festa de Redenção, realizada anualmente no mês de julho, transforma a cidade em um CENTRO DE MÚSICA E CULTURA POPULAR, atraindo um grande número de artistas e mobilizando praticamente toda a população local.

Hoje considerada como a PRINCIPAL ATIVIDADE SOCIAL E CULTURAL DA CIDADE, a festa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Belo Jardim, promovendo inúmeras atrações que além de FOMENTAR O TURISMO, MOVIMENTAM E AQUECEM A ECONOMIA REGIONAL..." (o destaques em maiúsculas é meu).

Se tivessem investigado tais informações, ficaria claro que a festa há muitos anos deixou de ser promovida pela população tendo a frente as suas fundadoras, com o apoio da prefeitura, para ser de fato um evento organizado e de total responsabilidade da Prefeitura.

Que há muitos anos essa festa que um dia foi grande, hoje já não é essa cocada toda (basta ver a programação)

Que hoje a festa não passa de um "bolinho pra não passar em branco", e ainda, que vêm perdendo espaço para todas as cidades da região, a exemplo do São João de Sanharó, Arcoverde...

E ainda que, se nós, o povo, não tomar as rédeas a Festa de Redenção se perderá no tempo, a exemplo de outras festas tradicionais que existiam na cidade.




Em pouco tempo, se não houver o cuidado que o evento merece, não passará de mais um muro pintado na cidade, contanto sua história.

Não basta discutir se tal notícia sai ou não no blog A ou B, o que precisamos discutir é a importância da Festa para a nossa cidade como fonte de lazer e de geração de emprego e renda. Como fonte impulsionadora do turismo local, e para isso, é preciso um envolvimento direto, com foco, norte...,

E se aquela comissão formada de última hora para vocês não passou de uma enrolação de quem quer "posar de bacana", se ela foi cheia de falhas, e se a tal comissão não teve poderes para deliberar nada, podemos sim, desde já criar uma nova Comissão popular que se faça presente, com propostas e empoderamento sobre o tema para opinar na organização da Festa em 2012, entendendo o evento com a dimensão que ele deve ter de fato para a acidade e para o Estado.

Entendendo o evento como Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco, definitivamente,

[3]"para quando a gente olhar a programação do FIG e compará-lo com a programação da nossa festa, não ter que ficar com vergonha."

Se eu vou participar da Festa de Redenção? Com certeza, sim!

Se eu vou me divertir? Muitoooooooooo!


[1] -SANTANA, Adriana. CTRL+c CTRL+v - O release nos Jornais pernambucanos.

[2] - GASPAR, Lúcia - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco.
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar.

[3] Status no perfil de Thayle. facebook


4 comentários:

john disse...

Quando comparei as duas programações me senti muito envergonhado...sou filho de Belo Jardim, nascido e criado e gostaria muito de ver a minha cidade figurando entre as melhores e infelizmente isso não está ocorrendo, principalmente no âmbito cultural.Belo jardim tem todo um arcabouço cultural que é desprezado pela falta de políticas públicas sérias e eficazes...O povo ja ta dando sinais que a velha máxima do "pão e circo" está dando sinais de desgaste.

Helaine disse...

"A gente não quer só comida,a gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida,a gente quer saída
Para qualquer parte... "

Edson Kajuru disse...

Parabéns pela postagem!
Espero que todos deixemos registrados em nossa lembrança tudo que acontece em nossa cidade. Ano que vêm é ano de eleição, e com toda certeza as festas contarão com atrações "maiores", na tentativa de apagar tudo que já foi feito de ruim no "passado".

A beleza está em você disse...

Vergonha! é o que sentimos quando vemos esse descaso. Vergonha é o que não se tem quando vemos explorar a boa vontade do povo publicando falsas promessas e esperança, querendo transferir a falta de competência e falta de vontade para pobres comissões, como já falei:Comissões sem poderes. É uma pena afirmarmos essa máxima do "pão e circo". Vereador@s, façam, acreditem no inacreditável, mas não queiram que nós pobres mortais acreditem nas falsas promessas de uma administração que mostrou e provou há que veio.
Juvã Pereira das Neves.